Mini-curso

08/10/2012 20:49

A Professora Maria Odete Santos oferece aos estudantes o Mini-curso “A atual crise econômica mundial: antecedentes, atualidade e perspectivas”. Serão tópicos abordados no curso:

1. O cenário sócio econômico pós segunda guerra mundial;

2. A desregulamentação do comércio e do mercado financeiro após a década de 80 do séc. XX;

3.  A crise econômica de 2008, histórico e perspectivas;

4.  A ação dos estados nacionais e das agências de regulação econômica no enfrentamento da crise;

5. Os reflexos da crise no Brasil e as medidas de enfrentamento do governo do país;

6. Crise atual.

Dias 23 e 25 de outubro das  14:00hs às 17:00hs no Auditório da CAL. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail m.odete@ufsc.br. Para maiores informações entrar em contato também com Alisson Maccagnan em alissonmacc@gmail.com.

 

Premiação

05/10/2012 13:40

O professor e coordenador do Laboratório de Climatologia Agrícola (Labclimagri – Depto de Engª Rural) , Rosandro B. Minuzzi, esteve entre  25 e 28 de setembro em Gramado, onde participou do XVII Congresso Brasileiro de Meteorologia apresentando três artigos  produzidos no Labclimagri.

Ao final do evento, foram realizadas premiações para os melhores trabalhos de apresentação em pôster e oral. Na área temática de ‘Agrometeorologia, micrometeorologia e hidrologia’ o trabalho apresentado na forma oral ‘Necessidade de água do milho cultivado no Rio Grande do Sul em diferentes cenários climáticos’ acabou sendo agraciado com a premiação. O  estudo foi  financiado pela UFSC, através do Funpesquisa/2011.

No link  podem ser conferidos os demais trabalhos premiados no evento, que teve mais de 1000 artigos submetidos: http://www.cbmet2012.com/trabalhos-premiados/

Convite

02/10/2012 16:30

A Empresa Júnior do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos convida para a posse de sua nova direção no dia 4 de outubro, 19h30, no Auditório Teixeirão do Centro Tecnológico – CTC.

Cooperação Brasil-Argentina

01/10/2012 11:29

O Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos estará recebendo no período de 1º a 10 de outubro a Professora Maria Victória Agüero, da Universidade de Buenos Aires, através do Programa AUGM, para desenvolver atividades junto ao grupo de Pesquisa de Tecnologias Limpas no processamento de alimentos.

A Asociación de Universidades do Grupo Montevideo (AUGM) é uma rede de universidades públicas da região sul da América Latina com o objetivo de integração e cooperação acadêmica entre as instituições.

Professor Jucinei Comin palestrou no Seminário de Atualização em Olericultura

01/10/2012 11:27

O professor Jucinei Comin do departamento de Engenharia Rural  foi um dos palestrantes do Seminário de Atualização em Olericultura que aconteceu no dia 18 de setembro no Centro de Treinamento da Epagri.

Jucinei ressaltou  que  é de fundamental importância que o técnico tenha sempre em mente os princípios agronômicos, podendo ser flexível apenas no tempo de adoção pelo agricultor, mas jamais abrir mão destes princípios tais como manutenção da biodiversidade do sistema, diversificação de cultivos, rotação de culturas entre outros.

Reitora e vice-reitora visitam CCA

28/09/2012 11:30

Lúcia Pacheco e Roselane Neckel – foto de arquivo

Nesta quinta-feira (27) a reitora Roselane Neckel e a vice-reitora Lúcia Pacheco estiveram no Centro de Ciências Agrárias para falar dos primeiros cem dias de gestão. Recebidas por professores e servidores no anfiteatro, elas expuseram as prioridades da administração central para o ano de 2012: colocar em dia os projetos de obras do REUNI, reestruturar departamentos, elaborar relatórios sobre  as condições de cada centro de ensino, dentre outras. Em um segundo momento as reitoras ouviram dos presentes suas demandas, dúvidas e muitos elogios pela iniciativa de se fazerem presentes no CCA e estabelecerem um diálogo informativo, esclarecedor e construtivo com os quais elas representam.

X Semana de Aquicultura

25/09/2012 13:32

A X Semana de Aquicultura  realizará mini-cursos, oficinas, palestras e mesas-redondas voltadas à problemática do dia-a-dia do produtor, além de apresentar as pesquisas mais relevantes e atuais para a o setor.

A Semaqui acontecerá de 22 à 26 de outubro de 2012 no Centro de Ciências Agrárias e na Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão – Epagri. Para mais informações acesse o site: http://www.semaqui.com.br/

UFSC homenageia pesquisador dos “clones verdes”

18/08/2011 12:44

No laboratório, multiplicação de mudas de qualidade

Miguel Pedro Guerra é um agrônomo que gosta também de pensar como biólogo. Esse perfil é fundamental na relação entre a pesquisa básica e aplicada que desenvolve junto ao Centro de Ciências Agrárias da UFSC. Seu trabalho busca conhecer, selecionar, reproduzir, multiplicar e manejar recursos genéticos vegetais  especialmente da Mata Atlântica, mas um de seus mais recentes projetos envolve vegetação da Amazônia.
Sua trajetória será valorizada com o Prêmio Destaque Pesquisador UFSC-2011. A homenagem reconhece sua contribuição a uma área do conhecimento que conquistou papel fundamental no desenvolvimento da agricultura. São pesquisas relacionadas a programas de melhoramento, à arte e ciência de gerar mudas de qualidade.

Patrimônio genético
Micropropagação, cultura de tecidos vegetais, fisiologia do desenvolvimento vegetal, biologia celular e molecular, embriogênese somática e biofábricas são palavras-chave em seu currículo que registra mais de uma centena de artigos publicados em revistas científicas. Parte do esforço é voltada a caracterizar e conservar germoplasma, material que representa o patrimônio genético de uma espécie.
“Eu também sou banqueiro”, brinca satisfeito o professor titular da UFSC sobre os bancos de germoplasma, vivos e congelados, que mantém no Centro de Ciências Agrárias. Uma das mais preciosas espécies resguardadas é a araucária, com um rico material genético conservado a 180 graus negativos. Outro tesouro é a coleção viva de bromélias da Mata Atlântica.
Formado em Agronomia, mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Miguel Pedro Guerra aprofundou seu conhecimento sobre a flora no doutorado em Ciências Biológicas na área de Botânica e Fisiologia Vegetal, na Universidade de São Paulo. Depois no pós-doutorado em Biologia Celular e Biotecnologia Vegetal, na Universidade da Califórnia.
Filho de agricultores da Serra Gaúcha, sente orgulho dizendo que continua sendo um agricultor. De fato, seu trabalho permanece voltado à produção agrícola. Só que há anos sua contribuição não resulta do cultivo da terra, mas da produção de conhecimento. Vive imerso na pesquisa agronômica, em estudos que buscam melhoria de plantas com potencial de alcançar maior qualidade e produtividade, de gerar renda e alternativas para uma produção agrícola menos destrutiva.

No bromeliário, banco de germoplasma com cerca de 80 espécies


“Talvez tenhamos que entender os princípios científicos que regem as práticas antigas, com certeza mais sustentáveis do que agora”, reflete o professor do Departamento de Fitotecnia e dos programas de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais e de Biologia do Desenvolvimento da UFSC. Membro titular da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, Guerra é um crítico dos transgênicos, da dependência de insumos, da “insegurança alimentar”, da “Revolução Verde”, do uso intensivo de fertilizantes e agrotóxicos e de grande parte dos processos atuais empregados na agricultura e no agronegócio.
Biofábrica
Sua pesquisa busca alternativas a esses sistemas e tem um foco importante na pesquisa básica, mas nos últimos anos está chegando também a aplicações com comunidades de agricultores. Exemplo recente é a implantação de uma biofábrica na Floresta Amazônica, junto às obras da Usina Hidrelétrica de Jirau. O projeto faz parte do pacote de compensações sócio-ambientais exigido em função da obra.
Na biofábrica de Jirau são produzidos clones de mudas de abacaxizeiro, bananeira e pupunha – todos de alta qualidade genética e sanitária. No caso do abacaxi, um programa de melhoramento desenvolvido em conjunto com a população local ajudou a aprimorar ainda mais a doce fruta amazônica.
“Pedimos aos agricultores, conhecedores de sua roça, que escolhessem as melhores plantas. A essa visão integramos nosso olhar para escolher as plantas matrizes”, conta o pesquisador. O objetivo é que trabalhando com mudas de alta qualidade genética, sem contaminação de pragas e doenças, as famílias garantam boa produtividade e sustento ─ e também colaborem com a conservação da floresta. “Uma agricultura mais integrada ao ambiente é intensiva em conhecimento e não em insumos”, considera Guerra.
Trabalho semelhante de melhoramento genético e multiplicação de mudas é desenvolvido em parceria com a Epagri e famílias de pequenos agricultores da Serra Catarinense, nesse caso com a goiabeira serrana. O processo participativo com os agricultores resultou no lançamento de duas cultivares da fruta. A cultivar é uma espécie melhorada, obtida depois de um longo trabalho de coleta, observação na natureza e uma série de cruzamentos, para seleção das plantas com características favoráveis ao cultivo e à qualidade da fruta.
“Foram 20 anos de estudos para se chegar à planta com as melhores características”, lembra Guerra. Ele também já trabalhou com o palmiteiro, a bracatinga, o butiá e diferentes bromélias. As espécies são escolhidas por sua importância socioeconômica, cultural, sua função no ecossistema de origem, valor de uso real ou potencial, grau de ameaça e potencial de uso na agricultura. Cada uma delas um tesouro para Miguel Pedro Guerra.