Centro de Ciências Agrárias
  • Gigante na Maricultura: produção da macroalga traz benefícios ao meio ambiente e ao produtor

    Publicado em 22/01/2021 às 17:32

    Mesmo sendo 2020 um ano em que a pandemia de Covid-19 paralisou muitas atividades econômicas, em se tratando da produção da macroalga Kappaphycus alvarezii houve dois avanços importantes. Em meio a tantas notícias nada animadoras para alguns setores estratégicos em Santa Catarina, este pode comemorar a liberação e a regularização, por parte dos órgãos ambientais e de fiscalização, do cultivo comercial dessa espécie no litoral catarinense.

    Os dois marcos ocorreram, respectivamente, nos meses de fevereiro e de dezembro, e são os fundamentos legais para que a macroalga desponte como uma nova alternativa de renda aos maricultores da região, ao lado da reconhecida produção de ostras, mexilhões e vieiras. A emergência sanitária não interrompeu o trabalho de pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de dez anos e é essa história, cujo desfecho já foi antecipado, que será contada a seguir.

    A pesquisa

    A macroalga foi introduzida no Brasil em 1994, pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Edison José de Paula, que trouxe um clone da espécie proveniente do Japão. O desafio da sua pesquisa era suprir a ausência de uma espécie nativa economicamente viável para a Maricultura. Os primeiros experimentos foram realizados no município de Ubatuba, no litoral paulista, e, concomitantemente, buscava-se a legalização desse tipo de cultivo no país.

    O interesse por esse tipo de alga é mundial e deve-se principalmente à Carragenana, seu principal derivado largamente utilizado pelas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e cosmética. Dada a inúmera aplicabilidade desse gel em diversos setores econômicos, ao menos 25 países cultivam a K. alvarezii. Somente o Brasil importa por ano mais de 2 mil toneladas do espessante, o que representa uma despesa em torno de 15 milhões de dólares.

    Professora e pesquisadora Leila Hayashi,

    do Departamento de Aquicultura da UFSC.

    Foto: Karina Ferreira

    Apesar de Rio de Janeiro e São Paulo já produzirem a espécie desde 2008, os dois estados não entraram efetivamente em uma escala comercial. Para a professora do Departamento de Aquicultura da UFSC, a bióloga Leila Hayashi, “o Brasil tem todas as possibilidades para ingressar de fato neste mercado. Os maiores fornecedores, que são Filipinas (país de origem da K. alvarezii), Indonésia e Tanzânia, não estão conseguindo atender à demanda internacional, pois enfrentam uma série de problemas decorrentes das mudanças climáticas”.

    Hayashi envolveu-se com o estudo da macroalga em 1998, durante seu mestrado em Botânica na USP, no qual recebeu orientação do próprio idealizador. A participação mais concreta ocorreu em 2003, no início do seu doutorado. À época, seu orientador Eurico Cabral de Oliveira Filho lhe propôs dar continuidade à pesquisa, em virtude do falecimento do professor Edison em 2001. Os motivos que a levaram aceitar deixa explícitos: “sempre quis fazer parte de um trabalho em que a universidade pudesse realmente fazer a diferença na sociedade; e por ser uma obra da qual já era completamente apaixonada”.

    Outro momento decisivo para a pesquisadora aconteceu em 2008, em que a UFSC e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) a convidaram para desenvolver o cultivo da macroalga no estado. Para sinalizar com uma resposta positiva levou em consideração a reconhecida tradição da Maricultura no litoral Sul do país e, mesmo diante de diferenças regionais, a possibilidade de trazer e adaptar as experiências do Sudeste. “A ideia era expandir o modelo para o resto do Brasil e poder tornar o nosso país independente de importações”, argumenta Leila.

    O recomeço

    O primeiro cultivo experimental da macroalga em Santa Catarina  foi instalado na praia de Sambaqui, em Florianópolis onde a Universidade possui uma fazenda marinha vinculada ao Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM). Nesta localidade uma estrutura foi implantada para a produção de ostras e mexilhões, “a partir de pedaços de talo, amarrados em cabos mantidos em sistemas flutuantes, como balsas ou long-lines. A tecnologia empregada visava um cultivo sustentável da espécie e a seleção de linhagens mais produtivas, para produção de Carragenana de qualidade”, explica a professora. Os dados preliminares foram positivos e mostraram que a espécie se adaptou muito bem às condições do litoral de Santa Catarina.

    Os estudos da UFSC, em parceria com a Epagri e a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, sempre foram acompanhados pelos órgãos ambientais, por se tratar de uma espécie não nativa do Brasil. A cada período de três anos era necessário renovar a licença experimental de cultivo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mesmo sendo produzida no Brasil desde 1994 e, desde então, não ter provocado nenhum impacto ambiental, o monitoramento do ciclo produtivo deve ser constante, influenciado novamente pelas alterações climáticas.

    No fim da primeira licença, em 2011, a renovação somente foi possível em 2017, devido à exigência do Ibama em expandir o cultivo para mais três pontos do litoral catarinense – nos municípios de Penha, Governador Celso Ramos e no bairro Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Neste intervalo de seis anos sem o licenciamento, foi preciso retirar as estruturas do mar e dar continuidade à pesquisa na Seção de Macroalgas do Laboratório de Camarões Marinhos (LCM) da UFSC.

    Os alunos da UFSC, nessa etapa laboratorial, ajudaram a estabelecer as condições necessárias para o cultivo nos tanques. Havia a preocupação de manter a alga saudável em um ambiente completamente diferente do mar, com controle de temperatura da água e regime de nutrientes. Para Leila, “esta fase foi bastante positiva, pois alavancou dissertações de mestrado e teses de doutorado e, por esses estudos, o Brasil se tornou referência nos experimentos para introdução da macroalga em outros países”.

    Em todo esse processo, que já ultrapassa 10 anos, houve o envolvimento de profissionais e estudantes ligados a instituições de pesquisa, integrantes de órgãos governamentais das três esferas e, fundamentalmente, maricultores. Além da pesquisa, Hayashi divide sua rotina profissional entre o departamento e o Laboratório, ambos do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, onde ministra aulas na graduação e na pós-graduação, com enfoque em macroalgas marinhas e na geração de novas tecnologias de cultivo.

    A regulamentação

    Anúncio na Alesc da liberação do cultivo comercial da macroalga, em fevereiro de 2020.

    Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

    Como já citado na abertura desta matéria, duas conquistas importantes desse trabalho ocorreram em 2020. Em fevereiro, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), a pesquisadora da UFSC anunciou a liberação do cultivo comercial da K. alvarezzi no litoral catarinense, constante na Instrução Normativa nº 1, de 21 de janeiro de 2020, emitida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). E em dezembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou Nota Técnica nº 102/2020, permitindo que os maricultores catarinenses solicitem por meio eletrônico autorização para uso dos parques aquícolas, onde serão instalados os cultivos.

    A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Governo Federal se encarregará de comunicar ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) quais são os cessionários interessados e as respectivas áreas de cultivo. E serão esses produtores cadastrados os responsáveis pelo monitoramento ambiental, devendo repassar as informações anualmente à SAP. Em contrapartida, o órgão realizará vistorias regulares in loco para averiguar os dados sobre as condições dos cultivos informados nos relatórios.

    Os benefícios

    O cultivo da macroalga apresenta aspectos positivos tanto para o meio ambiente como para produtor. Além de incrementar a economia no estado – considerado o maior fabricante nacional de moluscos bivalves (Ostra, Mexilhão e Vieira) -, suas características biológicas melhoram a qualidade da água. A bióloga elucida que “a K. alvarezii caracteriza-se por captar os nutrientes disponíveis na água, atenuando ou mesmo cessando a proliferação de algas tóxicas que causam a Maré Vermelha”, um fenômeno natural que inviabiliza a comercialização de moluscos.

    Foto: divulgação

    A professora também destaca que “a maricultura de algas pode elevar em até 40% os lucros das fazendas marinhas”, além de proporcionar o desenvolvimento das comunidades pesqueiras, a geração de emprego e renda, a facilidade no manejo e na reprodução, o acelerado ciclo de crescimento (em média 45 dias), o atrativo valor de comércio e a garantia de venda interna e externa.

    Todos esses fatores positivos fizeram com que a nova espécie tivesse boa receptividade por parte dos maricultores locais. A docente complementa que “eles puderam se envolver e acompanhar o crescimento das algas em áreas já, tradicionalmente, ocupadas pela produção de moluscos. Entre o plantio e a colheita, na época do verão, o tempo de cultivo da macroalga é de apenas um mês, enquanto o de ostra e mexilhão dura oito meses”.

    O cultivo 

    Segundo reportagem da Revista Panorama da Aquicultura, em 2016, o cultivo da espécie K. alvarezii necessita de algumas condições ambientais favoráveis, “tais como enseadas protegidas de ondulações fortes e profundidade média de 0,50 cm, água quente (acima de 20⁰C), boa luminosidade e salinidade acima de 20 ppm”.

    Modelo de cultivo da macroalga. Foto: Acervo Senar/SC

    A publicação também destaca que o plantio da macroalga “não exige alta tecnologia e pode ser iniciado com investimento relativamente baixo”. O produtor deve adquirir “por uma única vez apenas um lote de mudas. Daí em diante a propagação é vegetativa permitindo que ele não precise mais comprar novas mudas, sendo apenas necessário manter um estoque para o replantio”.

    No Brasil, utiliza-se como modelo padrão a balsa de cultivo, que “é constituída por um conjunto de tubos de PVC com diâmetro de 100 mm e 3 metros de comprimento, vedados em suas extremidades, funcionando como flutuadores conectados entre si através de cabos de polipropileno de 8 mm”. A estrutura “é ancorada em suas extremidades por meio de estacas de ferro enterradas no fundo ou poitas de concreto”. Por fim, o periódico especializado informa que, em média, uma balsa pode produzir sete toneladas de algas frescas a cada 50 dias, podendo chegar a oito toneladas no verão, “dependendo do local de cultivo e outros fatores como densidade de algas/m2, temperatura da água, salinidade, luminosidade e herbivoria”.

    Em Santa Catarina, as balsas serão compostas por boias especialmente desenhadas para o cultivo de macroalgas e os ciclos de produção poderão ser menores que 50 dias, dependendo da época do ano, finaliza a pesquisadora.

    Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC

     


  • Estudo da UFSC faz o monitoramento genético de bromélia rara ameaçada de extinção

    Publicado em 22/01/2021 às 17:29

    Monitorar a diversidade genética de uma espécie rara de bromélia para avaliar se as medidas de conservação estão sendo eficazes e se outras ações poderiam ser indicadas. Esta é a missão do projeto “Monitoramento da Diversidade Genética de População de Dyckia ibiramensis”, desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais (NPFT) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu garante tranquilidade aos pesquisadores por cuidar de parte do gerenciamento dos recursos, do pagamento de bolsistas, da compra de reagentes e dos demais trâmites burocráticos”, destaca o professor Maurício Sedrez dos Reis, ex-coordenador do projeto e hoje aposentado.

    O trabalho é um projeto de extensão que faz o monitoramento da diversidade genética de Dyckia ibiramensis, uma espécie de bromélia ameaçada de extinção e que possui ocorrência limitada a quatro quilômetros do Rio Itajaí do Norte, em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. E foi justamente na área de ocorrência da espécie que, em 2009, foi construída uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), inundando indivíduos e alterando o fluxo de água que passa pelos indivíduos remanescentes. “Em razão de a espécie ser rara, estar ameaçada de extinção e estar sujeita a variações ambientais decorrentes da PCH, o estudo da diversidade genética é relevante para avaliar se as estratégias de conservação estão sendo eficazes, pois a diversidade genética é a base para a adaptação e evolução das espécies”, explica o professor Tiago Montagna, atual coordenador, que assumiu o projeto com a aposentadoria do professor Maurício no ano passado. Caracterizada como reófita, a Dyckia ibiramensis se estabelece em fendas nas rochas no leito do rio.

    Alteração

    Em 2008, antes da construção da PCH, o Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, também com apoio da Fapeu, realizou um estudo sobre diversidade genética, demografia e biologia reprodutiva da espécie que resultou na alteração do local da hidrelétrica. “Inicialmente, o projeto previa que o barramento da PCH seria construído um quilômetro à jusante de onde, de fato, foi edificado. Se o projeto inicial tivesse sido executado, aproximadamente 50% de todos os indivíduos da espécie seriam inundados, justamente os que portavam maiores índices de diversidade genética”, recorda Maurício dos Reis. Além disso, uma das condicionantes ambientais para a companhia Ibirama Energética instalar a PCH no local era a realização de monitoramentos periódicos da diversidade genética da espécie – o mais recente, e que deu origem ao projeto desenvolvido em parceria com a Fapeu, foi realizado em 2019.

    O trabalho foi executado por três estudantes da graduação em Agronomia, um mestrando, um doutorando e um pós-doutorando em Recursos Genéticos Vegetais, além de dois professores do Departamento de Fitotecnia – todos da UFSC. Os estudos de campo e coletas de material vegetal foram realizados no Rio Itajaí do Norte, e a parte laboratorial e de análise de dados, no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, nas dependências do NPFT e do Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal.

    Resultado

    A constatação do estudo é de que a situação ainda é de grande ameaça para a espécie. O número de 7.774 indivíduos remanescentes da construção da PCH em 2009 caiu para 3.066 indivíduos em 2015 por conta de uma enchente na região. “Este é um fator que gera preocupação, pois, junto com eles, foi perdida diversidade genética”, lamenta o professor Tiago Montagna. De 2015 para 2019, contudo, a espécie demonstrou capacidade de aumentar suas populações e o número total de indivíduos chegou a 3.422.

    “É difícil acabar com a ameaça de extinção da espécie pela sua própria condição natural: rara e de ambiente inóspito. Alguns esforços, contudo, vêm sendo feitos e ajudam a entender melhor a ameaça e como amenizá-la”, diz o atual coordenador do projeto. Um deles, e considerado crucial, é o monitoramento genético e demográfico dos indivíduos. “Assim pode-se ter ideia de como as populações estão se comportando ao longo do tempo e como têm reagido aos distintos fatores de ameaça”, explica o professor.

    Outra ação considerada fundamental seria o fomento a estratégias de conservação in situ (no local de ocorrência), como a criação de uma Unidade de Conservação que englobe a área de ocorrência da espécie e tentativas de reintrodução de indivíduos no próprio local de ocorrência. “Por fim, dado o grau de ameaça, estratégias de conservação ex situ (fora do local de ocorrência) precisam ser implementadas, tais como criação de viveiros de mudas da espécie, sua introdução em jardins botânicos ou seu uso paisagístico como forma de conservação” afirma o professor Tiago. O desafio está posto, e a Dyckia ibiramensis pede socorro.

    *Esta reportagem integra a 12ª edição da Revista da Fapeu, que pode ser acessada na íntegra em https://is.gd/I37SH3/Fapeu.

    Fonte: Site UFSC https://noticias.ufsc.br/2021/01/estudo-da-ufsc-faz-o-monitoramento-genetico-de-bromelia-rara-ameacada-de-extincao/


  • Relatório de Gestão 2017 – 2020

    Publicado em 24/12/2020 às 13:45

    A equipe de Gestão do CCA apresenta o Relatório da Gestão 2017 – 2020.

    Confira também o vídeo com resumo das principais ações do mandato.

    Aproveitamos para desejar muito sucesso para a nova gestão do CCA que, pela primeira vez na história do Centro, será ocupada exclusivamente por mulheres, as professoras Rosete Pescador e Marlene Grade.

    Feliz Natal à toda a comunidade do CCA


  • Projeto do CCA contabiliza doação de 2 toneladas de alimentos agroecológicos a mais de mil pessoas na pandemia

    Publicado em 18/12/2020 às 14:38

    A parceria entre o Mandato Agroecológico e o Núcleo de Agroecologia da Fazenda Experimental da Ressacada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou-se em abril deste ano e implementou o Projeto Plantio Agroecológico Solidário (PAS). A iniciativa contou com a coordenação das professoras Patrizia Ana Bricarello e Marília Carla de Mello Gaia, ambas do Núcleo de Agroecologia UFSC, e do professor Ilyas Siddique, do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAP/UFSC).

    O projeto foi desenvolvido em uma área de aproximadamente 3,7 mil m² de plantio: 2,5 mil m² é a área coordenada pelo Núcleo de Agroecologia; e 1,2 mil m² é a área de agrofloresta, coordenada pelo LEAP/UFSC. O PAS possui vários parceiros, dentre eles está o LEAP, a Fazenda Experimental da Ressacada (FER), o Viveiro de Mudas da FER, o Setor de Avicultura da FER, o Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC), o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), o Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (Lecera) e o Sesc Cacupé.

    De abril a dezembro deste ano, o projeto já fez a doação de mais de 2 toneladas de alimentos agroecológicos e biodinâmicos (sem veneno). Mais de mil pessoas receberam doações do PAS, seja em forma de marmitas preparadas pelas cozinhas comunitárias ou os alimentos in natura.

    Campanhas solidárias parceiras no período:
    Campanha Covid-19
    Floripamor
    Casa São José da Serrinha
    Mutirão do Bem Viver
    Coletivo Buva

    Cozinhas comunitárias no período:
    Cozinha Solidária do Ribeirão da Ilha
    Cozinha de Todes
    Templo Hare Krishna (ISKCON)

    Também foram beneficiados com as doações do PAS:
    Estudantes da UFSC (em situação de vulnerabilidade)
    Terceirizados da UFSC (em situação de vulnerabilidade)
    Igreja Batista
    Famílias Haitianas

    Durante o decorrer do projeto ocorreram nove encontros virtuais de formação para o voluntariado. Entre os temos abordados estavam: Agroecologia, Agricultura Biodinâmica, Homeopatia Vegetal, Sistemas Agroflorestais, Veganismo, Agrotóxicos e a Lei Municipal 10.628 de 08/10/19, Adubação Verde, Pastoreio Racional Voisin e “É permitida a presença de agrotóxicos na água que bebemos?”.

    O projeto rendeu ainda frutos acadêmicos, como a apresentação de dois trabalhos científicos em dois eventos (Congreso Latinoamericano de Agroecología, Montevidéu – Uruguai, e 38° Seminário de Extensão Universitária da Região Sul, Universidade Estadual de Londrina), além do início de um projeto de Iniciação Científica sobre a utilização do descarte da lã das ovelhas para cobertura do solo dos canteiros das hortaliças

    Fonte: Site UFSC


  • Convite para posse da nova Direção do CCA

    Publicado em 17/12/2020 às 15:21

    Hoje foram emitidas as portarias das professoras Rosete Pescador e Marlene Grade para a Direção do CCA, gestão 2021 – 2024.

    A cerimônia de posse das novas diretoras acontecerá amanhã, 18 de dezembro de 2020, às 14h30min pelo canal do youtube do Conselho Universitário da UFSC, durante a sessão solene do mesmo.
    Nesta sessão também ocorrerá o cerimonial de homenagem aos 60 anos da UFSC.

    A professora Rosete Pescador foi escolhida como uma das novas diretoras para discursar na cerimônia.
    Desde o resultado das eleições, a atual direção do CCA está realizando o trabalho de transição para a nova, que pela primeira vez na história do CCA será composta somente por mulheres.

    A nova direção entrará em exercício a partir do dia 26 de dezembro de 2020.

    Convidamos a todos para assistirem a cerimônia de posse e desde já, parabenizamos as novas diretoras e desejamos muito sucesso e realizações em seu mandato.


  • Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas (PGA) lança Boletim Informativo em comemoração aos seus 25 anos

    Publicado em 17/12/2020 às 15:18

    A coordenação do PGA juntamente com as Pós-doutorandas do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) do PGA publicaram  o IV Boletim Informativo do PGA.

    O  boletim traz informações e acontecimentos envolvendo os discentes e docentes do PGA ocorridos no segundo semestre de 2020.

    O boletim comemorativo aos 25 anos do PGA, destaca uma nota da direção do CCA e uma carta da pró-reitoria de pós-graduação da UFSC e o primeiro cartaz com informações do mestrado de 1995.
    Acesse neste link a íntegra do Boletim 


  • Resultado para representantes docentes ao Conselho Universitário

    Publicado em 08/12/2020 às 21:17

    A comissão eleitoral anuncia  o resultado do processo eleitoral  para representantes docentes no Conselho Universitário da UFSC – Cun.

    A  chapa formada pela docente  Carmen Maria Oliveira Müller (SIAPE nº 2047824) como como membro efetivo e docente  Tiago Montagna (SIAPE nº 3091229), como membro SUPLENTE, obtiveram o seguinte resultado:

    60 votos de docentes,  sendo:

    55  votos SIM (91,7%) votos Sim

    5 votos em Branco  (8,3%)


  • Professora da UFSC está entre autores com maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo

    Publicado em 03/12/2020 às 10:56

    Uma pesquisa bibliométrica publicada na conceituada revista Animals identificou a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Maria José Hötzel, pesquisadora nível 1-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre os autores com o maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo. A UFSC também figurou como uma das instituições que mais têm publicado na área, e o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram destaques no fomento à pesquisa.

    Fruto de uma parceria entre a Universidade de Queensland (Austrália) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o levantamento teve como autores Clive Phillips e Carla Molento. A pesquisa bibliométrica examinou a produção de publicações sobre bem-estar animal por meio do Web of Science, um dos bancos de dados mais populares do mundo. Foram consideradas publicações ocorridas entre 1990 e maio de 2020 em 22 idiomas.

    “Estudamos a literatura científica sobre bem-estar animal que foi publicada em periódicos, tanto por cientistas em centros de bem-estar animal como por aqueles fora destes centros. Descobrimos que a literatura dos centros têm maior probabilidade de reconhecer o financiamento da indústria, o que parece trazer oportunidades para os respectivos cientistas conduzirem mais pesquisas em seu campo, mas também pode tornar difícil para esses cientistas defenderem melhorias no bem-estar animal se elas entrarem em conflito com os objetivos da indústria”, afirmam os autores no resumo do artigo.

    Os centros de bem-estar animal são considerados grupos de pesquisa e ensino apropriados a instituições como universidades. Acredita-se que a primeira iniciativa nesse sentido tenha sido o Animal Welfare Institute dos Estados Unidos, fundado em 1951. Já o primeiro artigo de um centro universitário de bem-estar animal foi publicado em 1978, segundo os pesquisadores, pela Estação de Bem-Estar Animal da Escola Veterinária da Universidade de Budapeste.

    Resultados da pesquisa

    A pesquisa detectou 4.851 registros que incluíam o termo “bem-estar animal” em seus endereços. Desse total, 4.404 (91%) foi publicado em inglês, 373 em alemão, 46 em polonês, 11 em espanhol, 10 em português, 3 em húngaro, 2 em holandês e 2 em francês. Os principais autores com mais de 100 publicações eram provenientes da Austrália, Canadá e Alemanha.

    A professora Maria José Hötzel aparece no levantamento na 15ª colocação, com 53 registros contabilizados. A docente integra o Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural do Centro de Ciências Agrárias da UFSC desde 2006, no entanto, iniciou como bolsista recém-doutor do CNPq e professora visitante ainda em 1997. Ela explica que o interesse pelo estudo do bem-estar animal surgiu após o doutorado, quando conheceu o professor Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho – hoje seu colega no Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal, o LETA.

    “Bem-estar animal é um conceito de natureza ética e está ancorado no reconhecimento de que os animais têm sentimentos, ou seja, são seres sencientes. (…) O comportamento animal é um tema fascinante; é um grande desafio desenhar e desenvolver estudos para entender como e por que ocorrem os comportamentos nas diferentes espécies animais. Estudar e discutir o aspecto ético do bem-estar animal me interessa muito, e é um tema excelente para desenvolver pensamento crítico nos estudantes”, ressaltou a professora.

    Maria José destaca ainda que o assunto está em crescente discussão, tanto pelo público em geral quanto por associações e fóruns das profissões agrárias e biológicas, além do setor produtivo. “O tema vem ganhando destaque e passou a ser mais discutido em função da pandemia, que evidenciou o problema das zoonoses [doenças infecciosas que se transmitem entre animais e humanos]. Em diferentes medidas, todos esses atores sociais estão se conscientizando da enorme relevância de criar relações adequadas com os animais para evitar e controlar zoonoses”, afirmou. De acordo com a professora, para se avançar realisticamente no sentido de evitar ou minimizar problemas como zoonoses e resistência bacteriana aos antibióticos, bem como produzir alimentos para a crescente população humana, é necessário repensar os sistemas de criação dos animais.

    Destaque para UFSC, CNPq e Capes

    Outro ponto de destaque na pesquisa veiculada na revista Animals foi a posição da Universidade Federal de Santa Catarina entre as principais instituições com publicações na área. A UFSC figura na lista no 22º lugar, com 69 registros. Nas três primeiras colocações do ranking aparecem: University of British Columbia, do Canadá, com 524 publicações; University of Queensland, na Austrália, com 253; e University of Melbourne, na Austrália, com 250.

    Para a professora Maria José Hötzel, este reconhecimento deve servir a todos como estímulo e valorização do esforço pessoal e do grupo. “No contexto da internacionalização da ciência e dos esforços da UFSC, esse reconhecimento é muito importante, pois valoriza as colaborações atuais e abre um potencial para novas parcerias”. Ela explica que sua pesquisa na área de etologia e bem-estar animal é toda desenvolvida em colaboração com os professores Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho e Denise Pereira Leme e estudantes de graduação e pós-graduação, além de alguns colaboradores internacionais. “Ou seja, esse reconhecimento é do LETA, que é o laboratório mais antigo no Brasil na área de Etologia Aplicada, e do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas, que este ano fez 25 anos”, reforça.

    Além dos autores e das instituições, a pesquisa apontou ainda as principais fontes de financiamento para a realização das pesquisas. Nesta categoria, o Brasil teve dois destaques entre as quatro primeiras colocações: o CNPq em segundo lugar, com 100 publicações; e a Capes, em quarto, com 66 publicações.

    A docente da UFSC classifica o papel destas instituições de fomento como “fundamental”. “Hoje praticamente todo o nosso trabalho é apoiado pelo CNPq, Capes e também pela Fapesc [Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina], através de bolsas de estudantes e dos professores, financiamento à pesquisa e apoios a intercâmbios internacionais. Em todas as nossas publicações aparece esse reconhecimento pelo financiamento das bolsas e da pesquisa, o que é também importante para a projeção internacional da pesquisa feita no Brasil”, finalizou.

    Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

     

    Fonte: Agecom

    Professora da UFSC está entre autores com maior número de publicações sobre bem-estar animal no mundo


  • Projetos da UFSC nas áreas marinha e oceânica são contemplados em editais da União Europeia

    Publicado em 01/12/2020 às 19:13

    A Universidade Federal de Santa Catarina teve cinco projetos de pesquisa nas áreas marinha e oceânica contemplados em editais Horizon 2020 da União Europeia, envolvendo professores, pós-doutorandos e alunos do Centro de Ciências Agrárias (CCA), Centro de Ciências Biológicas (CCB) e da Coordenadoria Especial de Oceanografia: AquaVitae, TriAtlas, iAtlantic, Mission Atlantic e AtlantECO. Cada um dos cinco projetos constitui um consórcio com dezenas de universidades e centros de pesquisa de diferentes países banhados pelo Oceano Atlântico, com o objetivo de compreender padrões e processos oceanográficos e do cultivo de organismos marinhos em grande escala.

    Confira os projetos contemplados:

    projeto Aquavitae tem como objetivo desenvolver pacotes tecnológicos para novas espécies, processos e produtos que contribuam para o incremento da produtividade e da sustentabilidade em espécies emergentes aquícolas de baixos níveis tróficos e espécies de baixo e alto nível trófico com cadeias produtivas estabelecidas de alto valor em países banhados pelo oceano Atlântico. Coordenado pela NOFIMA/Noruega, ele envolve 29 centros de pesquisas e universidades e mais 7 parceiros da indústria. A UFSC é representada pelo Laboratório de Camarões Marinhos (LCM) e secção de Macroalgas/LCM, e tem participação em três subprojetos: 1) cultivos em bioflocos e cultivos multitróficos integrados (AMTI) com uso da tecnologia de bioflocos, 2) Cultivos de novas espécies de macroalgas, 3) Uso de ingredientes de baixo nível trófico em dietas para organismos aquáticos. O coordenador na UFSC é o professor Felipe do Nascimento Vieira (CCA).

    projeto TRIATLAS tem como objetivo principal compreender o estado dos ecossistemas marinhos do Atlântico Sul e Tropical e sua evolução futura para o manejo sustentável das atividades humanas que afeta o Oceano Atlântico como um todo. Neste projeto será feita uma abordagem sistêmica de dados observacionais coletados em sete cruzeiros oceanográficos com outros dados pré-existentes e modelagem numérica. Além da UFSC, 34 instituições de vários países da Europa e África estão envolvidas neste projeto sob a coordenação geral da Universidade de Bergen. O grupo UFSC investigará a ocorrência de ondas de calor marinhas no Atlântico Sul e Tropical, bem como seus efeitos nos ecossistemas marinhos. A coordenadora na UFSC é a professora Regina Rodrigues (Oceanografia).

    projeto iAtlantic conta com a participação de 33 universidades e institutos de pesquisa da Europa, Estados Unidos, Brasil, Argentina e África do Sul. As pesquisas são realizadas em áreas oceânicas e de mar profundo e visam a obtenção de dados e a integração do conhecimento em grande escala. A coordenação geral é da Universidade de Edinburgh e, no Brasil, o projeto é desenvolvido pela UNIVALI, USP, UFES e UFSC. O grupo UFSC é representado pelo Laboratório de Biodiversidade Marinha, responsável pelo registro e identificação de corais, que são importantes formadores de habitat no Oceano Atlântico. Além de materiais já disponíveis para estudo, o projeto está organizando expedições oceanográficas em 2021, que contarão com a participação da UFSC e dos demais parceiros do Brasil. O coordenador na UFSC é o professor Alberto Lindner (CCB).

    O projeto Mission Atlantic congrega especialistas da Europa, Brasil, África do Sul, Canadá e EUA com objetivo comum de mapear e avaliar os riscos atuais e futuros das mudanças climáticas, desastres naturais e atividades humanas para os ecossistemas do oceano Atlântico. Usando modelos oceânicos de alta resolução, redes neurais artificiais, métodos de avaliação de risco e abordagens estatísticas avançadas, o Mission Atlantic avaliará com precisão as pressões impostas aos ecossistemas marinhos do Atlântico, identificando as partes que correm maior risco de desastres naturais e as consequências das atividades humanas. No Brasil os parceiros são a UFSC, USP e Marinha do Brasil. A UFSC participa em dois estudos de caso: Plataforma continental sudeste-sul do Brasil e Ilhas da Dorsal Atlântica e conta com integrantes do Laboratório de Biogeografia e Macroecologia Marinha (LBMM) e do Laboratório de Gestão Costeira Integrada (LAGECI). Os coordenadores na UFSC são o professor Sergio Floeter (CCB) e a professora Marinez Scherer (Oceanografia).

    projeto AtlantECO conta com 36 organizações de 13 países e com objetivo de explorar o Oceano Atlântico de polo a polo. O projeto irá mapear conhecimentos novos e existentes sobre os organismos microscópicos que habitam rios, águas costeiras, o oceano aberto, sedimentos marinhos e a atmosfera, bem como aqueles encontrados em lixo plástico. Esses “microbiomas” suportam vida na Terra e fornecem serviços ecossistêmicos à sociedade. A coordenação geral é da Stazione Zoologica Anton Dohrn em Nápoles, Itália e, no Brasil, o projeto é desenvolvido pela UFSC, FURG, USP, UFSCar e UFBA. O trabalho de campo será realizado a bordo de navios e veleiros oceanográficos. As escalas serão organizadas com as comunidades locais e partes interessadas ao longo da região costeira do Oceano Atlântico, envolvendo campanhas de divulgação, ciência cidadã, conscientização e proporcionando um programa de capacitação em larga escala para professores, estudantes, profissionais e jovens. A coordenador na UFSC é a professora Andrea Santarosa Freire (CCB).

    Além dos cinco projetos contemplados na UFSC, há também a participação dos docentes da Oceanografia Felipe Pimenta (no projeto HPC-WE) e Jarbas Bonetti (no projeto AANChOR).

    Coordenador na UFSC do projeto iAtlantic, o professor Alberto Lindner considera “muito importante o fato de a UFSC ter sido contemplada com cinco projetos desse edital. Para melhor conhecermos essas iniciativas, no dia 27 de novembro organizamos nossa primeira reunião interna dos projetos em desenvolvimento na universidade, com a participação dos professores e professoras, pós-doutorandas e alunas. Foi uma oportunidade de todos conhecerem melhor os projetos em desenvolvimento, e iniciamos também uma discussão sobre colaborações em pesquisa e extensão nos próximos anos”.

    Fonte: Site UFSC

    Projetos da UFSC nas áreas marinha e oceânica são contemplados em editais da União Europeia


  • Aberta Inscrições para processo seletivo de Trainee BRF

    Publicado em 25/11/2020 às 17:07

    A BRF, uma das maiores empresas de alimentos do Mundo, está com inscrições abertas para seu processo seletivo de Trainee que busca por estudantes egressos de Agronomia e Zootecnia  com formação entre Julho de 2018 e Julho de 2020.

    Acesse na íntegra a divulgação do Processo Seletivo.