Centro de Ciências Agrárias
  • Pesquisadores propõem técnicas para aprimorar a análise de riscos de transgênicos

    Publicado em 04/05/2021 às 16:26

    Os transgênicos representam 94% de toda a soja, o milho e o algodão plantados no Brasil, segundo dados de 2019 do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotécnicas (Isaaa). A área plantada com as sementes geneticamente modificadas no país só é superada pela dos Estados Unidos. Apesar dessa ampla utilização e distribuição, muitas incertezas permanecem em relação à segurança desses organismos que, em um processo de melhoramento genético, tiveram um gene de outra espécie adicionado aos seus. Antes de chegar nas mãos do agricultor, todos eles têm que passar por um processo de avaliação de risco, que considera – ou ao menos deveria considerar – possíveis prejuízos para seres humanos, animais e o meio ambiente. Essas análises realizadas atualmente, contudo, são bastante limitadas e não levam em conta potenciais “efeitos colaterais” que a inserção de um novo gene podem desencadear, principalmente quando combinada a situações de estresse comuns durante o cultivo, como a seca ou a aplicação de agrotóxicos.

    “Hoje, basicamente, eles fazem uma caracterização molecular do evento que foi inserido. Vou dar um exemplo: a Monsanto, que é uma das empresas, vai lá e faz a modificação genética de um gene ou dois, faz a caracterização daquilo que foi inserido e uma análise composicional de cerca de 50 a 60 compostos nutricionais. É basicamente isso, tem outros parâmetros agronômicos, mas não tem nenhum nenhum estudo aprofundado de possíveis modificações no metabolismo da planta”, explica Rafael Benevenuto, pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal de Santa  Catarina (UFSC).

    Rafael faz parte de um grupo que congrega cientistas da UFSC, do Centro de Biossegurança da Noruega (GenØk) e da Agência Federal Alemã de Conservação da Natureza (BFN), sendo este último o principal financiador do estudo. Com o projeto GMOmics – Técnicas ômicas como ferramentas úteis para abordar lacunas emergentes na avaliação de risco de organismos geneticamente modificados, os pesquisadores pretendem colaborar para o aprimoramento das análises de segurança a partir do uso de tecnologias que permitam uma visão mais abrangente do que acontece na planta que foi alvo da modificação genética.

    As metodologias ômicas propostas por eles consistem em um conjunto de técnicas moleculares que ajudam a entender o organismo de maneira sistêmica – ou seja, reconhece-se que um ser vivo é mais do que a soma de suas partes, e busca-se conhecer as complexas interações que acontecem ali. As ômicas contemplam quatro principais áreas: a genômica, que estuda os genes; a transcriptômica, responsável pela investigação da expressão gênica, processo pelo qual a informação contida no gene é decodificada em produtos funcionais, como proteínas ou RNA; a proteômica, que pesquisa as proteínas; e a metabolômica, relacionada aos metabólitos, ou seja, aos produtos que resultam das reações de metabolismo.

    Milhares de componentes da planta podem ser analisados ao mesmo tempo com a junção desses quatro campos. “Hoje as empresas transformam as plantas e, teoricamente, o objetivo final é alterar uma ou duas proteínas, seja para uma resistência a um herbicida, ou a um inseto, algo assim. E o que a gente tem visto, com essas técnicas ômicas de biologia molecular, é justamente que essas pequenas modificações que eles fazem podem induzir ou acarretar outras modificações maiores no metabolismo da planta, que não são esperadas”, salienta o pesquisador.

    Transgênicos, agrotóxicos e seus efeitos adversos

    Desde 2017, quando começou o GMOmics, já foram realizados alguns experimentos com variedades de sojas transgênicas comercializadas e cultivadas no Sul do Brasil, bem como com espécimes convencionais, que não passaram pelo processo de melhoramento genético. As pesquisas foram desenvolvidas em estufas da Fazenda Experimental da Ressacada da UFSC e na propriedade de um agricultor do município de Zortéa (SC).

    Aplicação de agrotóxico à base de glifosato. Foto: Lyon Sojfer

    O primeiro dos artigos publicados pelo grupo aborda os efeitos adversos de agrotóxicos à base de glifosato, como o Roundup, no metabolismo de duas variedades de soja geneticamente modificada: com apenas um transgene inserido (o gene EPSPS, resistente aos herbicidas à base de glifosato) e com dois transgenes (o EPSPS e o rCry1Ac, que codifica para uma toxina inseticida). A análise revelou que o herbicida causa uma série de efeitos indesejados no metabolismo, na fotossíntese e na resposta hormonal e de defesa dessas plantas. A situação foi pior nas que tiveram dois transgenes inseridos. Os resultados observados, conforme os pesquisadores, desvendam problemas previamente observados no crescimento e na produção de soja transgênica.

    É importante destacar que, no Brasil, a instituição que regulamenta a liberação de organismos geneticamente modificados, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), avalia cada transgene individualmente. Uma vez aprovado, qualquer nova variedade de organismo geneticamente modificado que utilize o transgene de forma isolada ou em combinação com outro também aprovado é submetida apenas a uma tramitação rápida e superficial. A CTNBio também não avalia os riscos de uma planta transgênica juntamente com o uso do herbicida. E esse é um ponto crucial, uma vez que grande parte das sementes geneticamente alteradas tem como principal diferencial a resistência a agrotóxicos e, geralmente, é comercializada em pacotes tecnológicos que incluem a aquisição dos defensivos.

    Variedades de soja convencionais submetidas à aplicação do glifosato. A falta do gene EPSPS transgênico resistente nas plantas convencionais causa dano no primeiro momento e posteriormente as leva à morte. A primeira imagem, em 15 de dezembro de 2018, ilustra as variedades convencionais com aplicação do herbicida. A segunda ilustra as mesmas plantas em 18 de dezembro de 2018. Nesta, as que estão vivas são controles convencionais sem aplicação de agrotóxico. Fotos: Caroline Zanatta

    Seca e estresses acumulados

    Controle do tratamento de estresse por seca em plantas de soja transgênicas. Foto: Jefferson Mota

    Em outro estudo, cuja análise de dados está em andamento, os cientistas avaliam o que acontece com a soja transgênica ao submetê-la ao glifosato e a uma situação de seca. Além de observarem alterações em proteínas além daquelas que são alvo da modificação genética, o grupo viu que a planta transgênica, mesmo em condições ideais de cultivo, apresenta distúrbios metabólicos que não existem na convencional. “Esse desvio é aumentado de acordo com o acúmulo de estresse. Então quando você vai lá e aplica herbicida nessa planta, esse distúrbio metabólico aumenta. E, quando aplica ainda um estresse por seca, esse quadro de alteração no metabolismo aumenta mais ainda”, relata Rafael.

    “Esta é a grande questão: a soja transgênica está respondendo diferentemente. Parece que ela tem um custo maior para responder ao estresse do que a planta convencional, principalmente ligado ao metabolismo energético e do carboidrato”, enfatiza o cientista. De acordo com ele, os desvios metabólicos observados podem ser relacionados com menores produtividade e desenvolvimento da planta, mas essa, por enquanto, é apenas uma hipótese: “Nós até fizemos alguns estudos, em que tentamos relacionar algumas análises fenotípicas, como, por exemplo, o número de vagens da planta e o peso de grãos, para ver se conseguimos ver algum resultado no fenótipo, mas não analisamos esses dados ainda”. Também não foram avaliadas, no âmbito do projeto, possíveis consequências dessas alterações para a saúde humana ou animal.

    Propostas para agências reguladoras

    Implantação e coleta do experimento a campo realizado no município de Zortéa (SC) em parceria com agricultores locais. Foto: divulgação

    Apesar de as tecnologias ômicas já serem utilizadas em diversas áreas da biologia e da saúde, o tipo de análise que o GMOmics propõe ainda não é aplicado em nenhum lugar do mundo para a avaliação de transgênicos. “Então este é um dos objetivos do projeto: mostrar que hoje temos essas ferramentas ômicas que podem auxiliar no melhor entendimento dos possíveis efeitos não intencionais que uma transformação genética pode causar”, aponta Rafael.

    O grupo está trabalhando agora em um artigo no qual apresenta um estudo de caso aplicado à Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, o órgão responsável pela regulação de transgênicos na União Europeia). A partir dos dados obtidos com os experimentos realizados em Santa Catarina, os pesquisadores simulam uma avaliação feita por uma empresa que solicita a liberação da semente geneticamente modificada. “A gente faz desde a análise laboratorial, apresenta os dados e também propõe uma análise estatística, traz uma proposta de como analisar esses dados estatisticamente para poder entender se existe uma alteração não intencional no metabolismo dessas plantas ou não”, conta o pesquisador.

    Essas técnicas estão, garante ele, cada vez mais acessíveis: “Não existe mais a desculpa que se usava há anos atrás com relação a custo, por exemplo, ou acesso a essas tecnologias. Elas evoluíram muito”. “São técnicas muito avançadas hoje, que poderiam muito bem ser utilizadas para isso”, resume o pós-doutorando.

    Grupo de estudos em Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) do Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal da UFSC. Da direita para a esquerda: professor Rubens Nodari, Rafael F. Benevenuto, Rodrigo Shifini, Caroline B. Zanatta, Francieli Marian, Jhully Shilena e Sarah Z. Agapito-Tenfen. Foto: divulgação

    Leia mais:

    Pesquisadores identificam efeitos indesejados de agrotóxicos à base de glifosato em plantas transgênicas

    Stacked genetically modified soybean harboring herbicide resistance and insecticide rCry1Ac shows strong defense and redox homeostasis disturbance after glyphosate-based herbicide application (artigo científico, em inglês)

     

    Camila Raposo/Agecom/UFSC

     

    Fonte: Site UFSC


  • Biscoito para cães desenvolvido na UFSC é reconhecido como inovação pela Fapesc

    Publicado em 28/04/2021 às 16:36

    Um projeto desenvolvido por duas egressas da Universidade Federal de Santa Catarina ficou em terceiro lugar no Prêmio de Inovação Catarinense, na categoria de Projeto Acadêmico Inovador. A premiação, que ocorreu na tarde do dia 27 de abril, por meio de uma live no canal da Fapesc, reconhece estudantes da graduação de instituições de ensino superior sediadas em Santa Catarina. As zootecnistas Larissa Sobolewski Magassy Baptista e Manoela Karolina Ribeiro Santos desenvolveram um biscoito assado que auxilia na manutenção da saúde bucal de cães, utilizando extrato de romã e própolis como matéria prima.

    A ideia surgiu no final de 2017 e foi dividida em dois Trabalhos de Conclusão de Curso, orientados pela professora Priscila de Oliveira Moraes e co-orientados pela professora Lucélia Hauptli. Larissa Baptista foi responsável por desenvolver a pesquisa laboratorial, em uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em Porto Alegre, foi supervisionada e auxiliada pelo professor Luciano Trevizan, onde conduziram as testagens em ambiente controlado, com 12 cães de microbiota oral similar. Em laboratório, foram testadas a preferência e efetividade dos biscoitos.

    Manoela Ribeiro Santos executou a pesquisa de campo em Florianópolis, com cerca de 40 cães voluntários, apresentando resultados efetivos do funcionamento dos biscoitos para a redução e prevenção do tártaro nos animais. A pesquisa de Manoela será publicada em breve pela revista Animal Feed Science Tecnology.

    Para chegar na formulação final destinada aos cães, a dupla estudou diferentes tipos de fitogênicos utilizados na saúde bucal de humanos, até a escolha final do extrato de romã e própolis. Além da saúde oral, o projeto também tem o objetivo de tornar a alimentação mais natural para os cães. “Sabemos que a saúde oral é algo muito importante para a saúde em geral do animal, e é uma coisa que as pessoas não têm percepção”, afirma a professora de nutrição animal, Priscila, que vê a necessidade de tornar a higienização bucal mais prática para os tutores.

    A escolha do biscoito cumpre a tarefa de facilitar a higienização. “Procuramos deixar uma crocância no biscoito para que tivesse essa fricção do alimento com o dente, para também ajudar junto com o aditivo a reduzir o tártaro. O biscoito acaba sendo um agrado, gera uma conexão do tutor com o animal”, reforça Manoela.

    A execução do projeto durou um ano, tendo início em 2018 e conclusão  em março de 2019, ano em que ambas se formaram. A realização do trabalho acadêmico e aplicação foi financiada pelas professoras, alunas e pais, que arcaram com os custos de materiais, locomoção e publicações. Todo o trabalho de produção dos biscoitos, embalagens e porcionamento foi feito manualmente.

    “O projeto criou um objetivo para mim. Eu quero me formar em Medicina Veterinária. Eu sou zootecnista hoje, já fiz curso de nutrição de cães e gatos e quero trabalhar com nutrição clínica”, disse Larissa, que vê com entusiasmo as portas que foram abertas por conta da realização da pesquisa. Para a professora Priscila, o projeto deu origem a uma nova linha de pesquisa promissora. “Já temos outros projetos, desenvolvemos um biscoito para gatos com spirulina, estamos trabalhando na linha de probióticos para os biscoitos. Então adotamos essa causa, porque sabemos que é um problema para saúde animal”.

    Luana Consoli/Estagiária de Jornalismo da Agecom/UFSC
    Fonte: Site UFSC


  • Nota de pesar: falece Luiz Osvaldo Coelho, professor aposentado do CCA

    Publicado em 28/04/2021 às 10:54

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento nesta terça-feira, 27 de abril, do professor Luiz Osvaldo Coelho, docente aposentado do Centro de Ciências Agrárias (CCA). Formado em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (RS), em 1971, foi extensionista entre 1972 e 1974 da antiga Associação de Crédito e Assistência Rural do Estado de Santa Catarina (Acaresc), o órgão oficial de extensão rural do Estado antes da fundação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

    Em 1975 começou a trabalhar no Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), onde atuou como gerente da carteira agrícola até 1988. Entrou na UFSC na década de 1980, tendo atuado como professor no Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural (DZR), ministrando disciplinas ligadas à administração rural e apicultura. Foi diretor do CCA entre os anos de 1992 e 1996.

    O professor Luiz Osvaldo Coelho aposentou-se na UFSC em 1998, mas continuou exercendo atividades na área acadêmica. Ultimamente era professor da Fundação Educacional Barriga Verde (Febave), de Orleans, coordenador do colégio da Escola Profissional Técnica Vale da Uva Goethe, coordenador da Escola de Educação Profissional Técnica Colonia Grão Pará e coordenador do colégio agrícola Febave. Fazia parte do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Agronomia do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave).

    Depoimentos
    “Infelizmente, mais um amigo que nos deixa. O professor Coelho, agrônomo, ex-diretor do Centro de Ciências Agrárias, ex-colega do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural. Ele era uma pessoa alegre, que junto com o professor Mário e o professor Ribeiro, me apresentou e me ensinou sobre a realidade rural de Santa Catarina (…). Ultimamente pouco nos víamos, é verdade, coisa do tempo! Enfim, tenho certeza de que ele estaria agora me repreendendo por estar triste. Mas, é difícil amigo! É difícil! Descanse em paz, meu amigo!”. Professor Antônio Rosa, do CCA.

    “Caro amigo Coelho. Tua imagem não sai da nossa retina. Alegria, solidariedade, autenticidade, ausência completa de preconceito são marcas que ficaram impressas nas nossas mentes e em nossos corações e que fazem uma falta enorme nesses conturbados tempos. Como professor ou como dirigente universitário, mantiveste o mesmo tom que te caracterizou como pessoa. Humano, respeitoso com todos, transparente e conciliador. Eras unanimidade como Chefe do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural e na Direção do Centro de Ciências Agrárias. Tenho certeza que teus alunos têm muitos episódios memoráveis para compartilhar. Por isso e porque a emoção me impede de continuar fico por aqui e gostaria muito de te rever na mais relevante dimensão em que te encontras. Até breve”. Professor Ribeiro, ex-diretor do CCA aposentado.

    A comunidade universitária, enlutada, solidariza-se com a família e os amigos do professor Luiz Osvaldo Coelho neste momento de dor.

     


  • Nota de Pesar – Adriano da Cunha – FETAESC

    Publicado em 18/04/2021 às 22:05

    O  Centro de Ciências Agrárias se solidariza com familiares, amigos e colegas pela passagem do ex-vice da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc),  Adriano da Cunha,  acometido por complicações causadas pela Covid-19, no dia 16 de abril aos 43 anos de idade.

    Adriano foi um grande apoiador do CCA para a realização da disciplina Vivência Familiar  0 VAF nos semestres anteriores, sendo o  responsável  por articular a  cooperação do CCA/UFSC com a a UFSC a VAF em todo o estado de Santa Catarina.

    Acesse aqui a  nota de pesar da FETAESC


  • Esclarecimento sobre venda de excedentes de Cunicultura

    Publicado em 08/04/2021 às 10:01

    O CCA emitou no mês de abril, esclarecimentos acerca da venda de excedentes das atividades de ensino, pesquisa e extensão do Setor de Cunicultura do curso de Zootecnia.

    Confira abaixo.

     7 de abril

    Nota de Esclarecimento

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Direção do Centro de Ciências Agrárias (CCA) e da Coordenação do Curso de Zootecnia e do Setor de Cunicultura (FER-UFSC), vem a público esclarecer que:

    1. A comercialização de excedentes é atividade regulamentada pela Portaria Normativa nº 68/2016/GR, prorrogada pela Portaria Normativa Nº 389/2021/GR. São excedentes os itens provenientes das atividades de ensino, pesquisa e extensão das unidades universitárias;
    2. Os excedentes podem ser doados para uso da própria Universidade, ou comercializados. A renda proveniente das vendas é utilizada também para financiar a educação pública. Entre os itens destinados à comercialização estão hortaliças, frutos e também animais, provenientes da Fazenda Experimental da Ressacada. A comercialização de excedentes do Setor de Cunicultura, portanto, segue todas as exigências éticas e legais desta Instituição;
    3. Todas as atividades do Setor de Cunicultura, assim como as demais atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFSC são acompanhadas por organizações que regulamentam o uso científico de animais, e são submetidas à aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFSC. No que tange aos coelhos, os animais são criados, mantidos e comercializados seguindo-se o maior rigor técnico e ético. O Coelhário da Fazenda Experimental da Ressacada é equipado com ambientes que proporcionam o bem-estar, cuidados e alimentação adequados aos animais, além de acompanhamento médico-veterinário;
    4. É compreensível que haja opiniões divergentes ao que se refere à destinação dos animais, no entanto não se justifica a disseminação de informações falsas e prejudiciais.

    Fonte: Site UFSC

    Data: 15 de abril

    Carta de esclarecimento – Comunidade do CCA e Sociedade em Geral

     


  • Comissão eleitoral anuncia eleições para representantes TAES no Conselho do CCA

    Publicado em 07/04/2021 às 10:44

    A Comissão Eleitoral anuncia  eleições on-line, para data a se confirmar, dentro da disponibilidade do Sistema de Votação Digital da UFSC no e-Democracia (https://e-democracia.ufsc.br/), ainda no mês de Abril de 2021, para a escolha dos 4 representantes Taes (Técnicos Administrativos em Educação) e seus respectivos suplentes, no Conselho do Centro de Ciências Agrárias (CCA), para um mandato de dois anos, a partir de 2021.

    As solicitações de registro de candidatura, contendo os nomes do Titular e Suplente, deverão ser efetuadas por e-mail ao endereço cca@contato.ufsc.br, no período de 5 à 9 de Abril de 2021, e serão homologadas pela comissão eleitoral no dia 9 de Abril de 2020.

    Confira aqui o edital na íntegra

     

     


  • Gigante na Maricultura: produção da macroalga traz benefícios ao meio ambiente e ao produtor

    Publicado em 22/01/2021 às 17:32

    Mesmo sendo 2020 um ano em que a pandemia de Covid-19 paralisou muitas atividades econômicas, em se tratando da produção da macroalga Kappaphycus alvarezii houve dois avanços importantes. Em meio a tantas notícias nada animadoras para alguns setores estratégicos em Santa Catarina, este pode comemorar a liberação e a regularização, por parte dos órgãos ambientais e de fiscalização, do cultivo comercial dessa espécie no litoral catarinense.

    Os dois marcos ocorreram, respectivamente, nos meses de fevereiro e de dezembro, e são os fundamentos legais para que a macroalga desponte como uma nova alternativa de renda aos maricultores da região, ao lado da reconhecida produção de ostras, mexilhões e vieiras. A emergência sanitária não interrompeu o trabalho de pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de dez anos e é essa história, cujo desfecho já foi antecipado, que será contada a seguir.

    A pesquisa

    A macroalga foi introduzida no Brasil em 1994, pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Edison José de Paula, que trouxe um clone da espécie proveniente do Japão. O desafio da sua pesquisa era suprir a ausência de uma espécie nativa economicamente viável para a Maricultura. Os primeiros experimentos foram realizados no município de Ubatuba, no litoral paulista, e, concomitantemente, buscava-se a legalização desse tipo de cultivo no país.

    O interesse por esse tipo de alga é mundial e deve-se principalmente à Carragenana, seu principal derivado largamente utilizado pelas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e cosmética. Dada a inúmera aplicabilidade desse gel em diversos setores econômicos, ao menos 25 países cultivam a K. alvarezii. Somente o Brasil importa por ano mais de 2 mil toneladas do espessante, o que representa uma despesa em torno de 15 milhões de dólares.

    Professora e pesquisadora Leila Hayashi,

    do Departamento de Aquicultura da UFSC.

    Foto: Karina Ferreira

    Apesar de Rio de Janeiro e São Paulo já produzirem a espécie desde 2008, os dois estados não entraram efetivamente em uma escala comercial. Para a professora do Departamento de Aquicultura da UFSC, a bióloga Leila Hayashi, “o Brasil tem todas as possibilidades para ingressar de fato neste mercado. Os maiores fornecedores, que são Filipinas (país de origem da K. alvarezii), Indonésia e Tanzânia, não estão conseguindo atender à demanda internacional, pois enfrentam uma série de problemas decorrentes das mudanças climáticas”.

    Hayashi envolveu-se com o estudo da macroalga em 1998, durante seu mestrado em Botânica na USP, no qual recebeu orientação do próprio idealizador. A participação mais concreta ocorreu em 2003, no início do seu doutorado. À época, seu orientador Eurico Cabral de Oliveira Filho lhe propôs dar continuidade à pesquisa, em virtude do falecimento do professor Edison em 2001. Os motivos que a levaram aceitar deixa explícitos: “sempre quis fazer parte de um trabalho em que a universidade pudesse realmente fazer a diferença na sociedade; e por ser uma obra da qual já era completamente apaixonada”.

    Outro momento decisivo para a pesquisadora aconteceu em 2008, em que a UFSC e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) a convidaram para desenvolver o cultivo da macroalga no estado. Para sinalizar com uma resposta positiva levou em consideração a reconhecida tradição da Maricultura no litoral Sul do país e, mesmo diante de diferenças regionais, a possibilidade de trazer e adaptar as experiências do Sudeste. “A ideia era expandir o modelo para o resto do Brasil e poder tornar o nosso país independente de importações”, argumenta Leila.

    O recomeço

    O primeiro cultivo experimental da macroalga em Santa Catarina  foi instalado na praia de Sambaqui, em Florianópolis onde a Universidade possui uma fazenda marinha vinculada ao Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM). Nesta localidade uma estrutura foi implantada para a produção de ostras e mexilhões, “a partir de pedaços de talo, amarrados em cabos mantidos em sistemas flutuantes, como balsas ou long-lines. A tecnologia empregada visava um cultivo sustentável da espécie e a seleção de linhagens mais produtivas, para produção de Carragenana de qualidade”, explica a professora. Os dados preliminares foram positivos e mostraram que a espécie se adaptou muito bem às condições do litoral de Santa Catarina.

    Os estudos da UFSC, em parceria com a Epagri e a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, sempre foram acompanhados pelos órgãos ambientais, por se tratar de uma espécie não nativa do Brasil. A cada período de três anos era necessário renovar a licença experimental de cultivo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mesmo sendo produzida no Brasil desde 1994 e, desde então, não ter provocado nenhum impacto ambiental, o monitoramento do ciclo produtivo deve ser constante, influenciado novamente pelas alterações climáticas.

    No fim da primeira licença, em 2011, a renovação somente foi possível em 2017, devido à exigência do Ibama em expandir o cultivo para mais três pontos do litoral catarinense – nos municípios de Penha, Governador Celso Ramos e no bairro Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Neste intervalo de seis anos sem o licenciamento, foi preciso retirar as estruturas do mar e dar continuidade à pesquisa na Seção de Macroalgas do Laboratório de Camarões Marinhos (LCM) da UFSC.

    Os alunos da UFSC, nessa etapa laboratorial, ajudaram a estabelecer as condições necessárias para o cultivo nos tanques. Havia a preocupação de manter a alga saudável em um ambiente completamente diferente do mar, com controle de temperatura da água e regime de nutrientes. Para Leila, “esta fase foi bastante positiva, pois alavancou dissertações de mestrado e teses de doutorado e, por esses estudos, o Brasil se tornou referência nos experimentos para introdução da macroalga em outros países”.

    Em todo esse processo, que já ultrapassa 10 anos, houve o envolvimento de profissionais e estudantes ligados a instituições de pesquisa, integrantes de órgãos governamentais das três esferas e, fundamentalmente, maricultores. Além da pesquisa, Hayashi divide sua rotina profissional entre o departamento e o Laboratório, ambos do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC, onde ministra aulas na graduação e na pós-graduação, com enfoque em macroalgas marinhas e na geração de novas tecnologias de cultivo.

    A regulamentação

    Anúncio na Alesc da liberação do cultivo comercial da macroalga, em fevereiro de 2020.

    Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

    Como já citado na abertura desta matéria, duas conquistas importantes desse trabalho ocorreram em 2020. Em fevereiro, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), a pesquisadora da UFSC anunciou a liberação do cultivo comercial da K. alvarezzi no litoral catarinense, constante na Instrução Normativa nº 1, de 21 de janeiro de 2020, emitida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). E em dezembro, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou Nota Técnica nº 102/2020, permitindo que os maricultores catarinenses solicitem por meio eletrônico autorização para uso dos parques aquícolas, onde serão instalados os cultivos.

    A Secretaria de Aquicultura e Pesca do Governo Federal se encarregará de comunicar ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) quais são os cessionários interessados e as respectivas áreas de cultivo. E serão esses produtores cadastrados os responsáveis pelo monitoramento ambiental, devendo repassar as informações anualmente à SAP. Em contrapartida, o órgão realizará vistorias regulares in loco para averiguar os dados sobre as condições dos cultivos informados nos relatórios.

    Os benefícios

    O cultivo da macroalga apresenta aspectos positivos tanto para o meio ambiente como para produtor. Além de incrementar a economia no estado – considerado o maior fabricante nacional de moluscos bivalves (Ostra, Mexilhão e Vieira) -, suas características biológicas melhoram a qualidade da água. A bióloga elucida que “a K. alvarezii caracteriza-se por captar os nutrientes disponíveis na água, atenuando ou mesmo cessando a proliferação de algas tóxicas que causam a Maré Vermelha”, um fenômeno natural que inviabiliza a comercialização de moluscos.

    Foto: divulgação

    A professora também destaca que “a maricultura de algas pode elevar em até 40% os lucros das fazendas marinhas”, além de proporcionar o desenvolvimento das comunidades pesqueiras, a geração de emprego e renda, a facilidade no manejo e na reprodução, o acelerado ciclo de crescimento (em média 45 dias), o atrativo valor de comércio e a garantia de venda interna e externa.

    Todos esses fatores positivos fizeram com que a nova espécie tivesse boa receptividade por parte dos maricultores locais. A docente complementa que “eles puderam se envolver e acompanhar o crescimento das algas em áreas já, tradicionalmente, ocupadas pela produção de moluscos. Entre o plantio e a colheita, na época do verão, o tempo de cultivo da macroalga é de apenas um mês, enquanto o de ostra e mexilhão dura oito meses”.

    O cultivo 

    Segundo reportagem da Revista Panorama da Aquicultura, em 2016, o cultivo da espécie K. alvarezii necessita de algumas condições ambientais favoráveis, “tais como enseadas protegidas de ondulações fortes e profundidade média de 0,50 cm, água quente (acima de 20⁰C), boa luminosidade e salinidade acima de 20 ppm”.

    Modelo de cultivo da macroalga. Foto: Acervo Senar/SC

    A publicação também destaca que o plantio da macroalga “não exige alta tecnologia e pode ser iniciado com investimento relativamente baixo”. O produtor deve adquirir “por uma única vez apenas um lote de mudas. Daí em diante a propagação é vegetativa permitindo que ele não precise mais comprar novas mudas, sendo apenas necessário manter um estoque para o replantio”.

    No Brasil, utiliza-se como modelo padrão a balsa de cultivo, que “é constituída por um conjunto de tubos de PVC com diâmetro de 100 mm e 3 metros de comprimento, vedados em suas extremidades, funcionando como flutuadores conectados entre si através de cabos de polipropileno de 8 mm”. A estrutura “é ancorada em suas extremidades por meio de estacas de ferro enterradas no fundo ou poitas de concreto”. Por fim, o periódico especializado informa que, em média, uma balsa pode produzir sete toneladas de algas frescas a cada 50 dias, podendo chegar a oito toneladas no verão, “dependendo do local de cultivo e outros fatores como densidade de algas/m2, temperatura da água, salinidade, luminosidade e herbivoria”.

    Em Santa Catarina, as balsas serão compostas por boias especialmente desenhadas para o cultivo de macroalgas e os ciclos de produção poderão ser menores que 50 dias, dependendo da época do ano, finaliza a pesquisadora.

    Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC

     


  • Estudo da UFSC faz o monitoramento genético de bromélia rara ameaçada de extinção

    Publicado em 22/01/2021 às 17:29

    Monitorar a diversidade genética de uma espécie rara de bromélia para avaliar se as medidas de conservação estão sendo eficazes e se outras ações poderiam ser indicadas. Esta é a missão do projeto “Monitoramento da Diversidade Genética de População de Dyckia ibiramensis”, desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais (NPFT) do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu garante tranquilidade aos pesquisadores por cuidar de parte do gerenciamento dos recursos, do pagamento de bolsistas, da compra de reagentes e dos demais trâmites burocráticos”, destaca o professor Maurício Sedrez dos Reis, ex-coordenador do projeto e hoje aposentado.

    O trabalho é um projeto de extensão que faz o monitoramento da diversidade genética de Dyckia ibiramensis, uma espécie de bromélia ameaçada de extinção e que possui ocorrência limitada a quatro quilômetros do Rio Itajaí do Norte, em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. E foi justamente na área de ocorrência da espécie que, em 2009, foi construída uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), inundando indivíduos e alterando o fluxo de água que passa pelos indivíduos remanescentes. “Em razão de a espécie ser rara, estar ameaçada de extinção e estar sujeita a variações ambientais decorrentes da PCH, o estudo da diversidade genética é relevante para avaliar se as estratégias de conservação estão sendo eficazes, pois a diversidade genética é a base para a adaptação e evolução das espécies”, explica o professor Tiago Montagna, atual coordenador, que assumiu o projeto com a aposentadoria do professor Maurício no ano passado. Caracterizada como reófita, a Dyckia ibiramensis se estabelece em fendas nas rochas no leito do rio.

    Alteração

    Em 2008, antes da construção da PCH, o Núcleo de Pesquisas em Florestas Tropicais, também com apoio da Fapeu, realizou um estudo sobre diversidade genética, demografia e biologia reprodutiva da espécie que resultou na alteração do local da hidrelétrica. “Inicialmente, o projeto previa que o barramento da PCH seria construído um quilômetro à jusante de onde, de fato, foi edificado. Se o projeto inicial tivesse sido executado, aproximadamente 50% de todos os indivíduos da espécie seriam inundados, justamente os que portavam maiores índices de diversidade genética”, recorda Maurício dos Reis. Além disso, uma das condicionantes ambientais para a companhia Ibirama Energética instalar a PCH no local era a realização de monitoramentos periódicos da diversidade genética da espécie – o mais recente, e que deu origem ao projeto desenvolvido em parceria com a Fapeu, foi realizado em 2019.

    O trabalho foi executado por três estudantes da graduação em Agronomia, um mestrando, um doutorando e um pós-doutorando em Recursos Genéticos Vegetais, além de dois professores do Departamento de Fitotecnia – todos da UFSC. Os estudos de campo e coletas de material vegetal foram realizados no Rio Itajaí do Norte, e a parte laboratorial e de análise de dados, no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, nas dependências do NPFT e do Laboratório de Fisiologia do Desenvolvimento e Genética Vegetal.

    Resultado

    A constatação do estudo é de que a situação ainda é de grande ameaça para a espécie. O número de 7.774 indivíduos remanescentes da construção da PCH em 2009 caiu para 3.066 indivíduos em 2015 por conta de uma enchente na região. “Este é um fator que gera preocupação, pois, junto com eles, foi perdida diversidade genética”, lamenta o professor Tiago Montagna. De 2015 para 2019, contudo, a espécie demonstrou capacidade de aumentar suas populações e o número total de indivíduos chegou a 3.422.

    “É difícil acabar com a ameaça de extinção da espécie pela sua própria condição natural: rara e de ambiente inóspito. Alguns esforços, contudo, vêm sendo feitos e ajudam a entender melhor a ameaça e como amenizá-la”, diz o atual coordenador do projeto. Um deles, e considerado crucial, é o monitoramento genético e demográfico dos indivíduos. “Assim pode-se ter ideia de como as populações estão se comportando ao longo do tempo e como têm reagido aos distintos fatores de ameaça”, explica o professor.

    Outra ação considerada fundamental seria o fomento a estratégias de conservação in situ (no local de ocorrência), como a criação de uma Unidade de Conservação que englobe a área de ocorrência da espécie e tentativas de reintrodução de indivíduos no próprio local de ocorrência. “Por fim, dado o grau de ameaça, estratégias de conservação ex situ (fora do local de ocorrência) precisam ser implementadas, tais como criação de viveiros de mudas da espécie, sua introdução em jardins botânicos ou seu uso paisagístico como forma de conservação” afirma o professor Tiago. O desafio está posto, e a Dyckia ibiramensis pede socorro.

    *Esta reportagem integra a 12ª edição da Revista da Fapeu, que pode ser acessada na íntegra em https://is.gd/I37SH3/Fapeu.

    Fonte: Site UFSC https://noticias.ufsc.br/2021/01/estudo-da-ufsc-faz-o-monitoramento-genetico-de-bromelia-rara-ameacada-de-extincao/


  • Relatório de Gestão 2017 – 2020

    Publicado em 24/12/2020 às 13:45

    A equipe de Gestão do CCA apresenta o Relatório da Gestão 2017 – 2020.

    Confira também o vídeo com resumo das principais ações do mandato.

    Aproveitamos para desejar muito sucesso para a nova gestão do CCA que, pela primeira vez na história do Centro, será ocupada exclusivamente por mulheres, as professoras Rosete Pescador e Marlene Grade.

    Feliz Natal à toda a comunidade do CCA


  • Projeto do CCA contabiliza doação de 2 toneladas de alimentos agroecológicos a mais de mil pessoas na pandemia

    Publicado em 18/12/2020 às 14:38

    A parceria entre o Mandato Agroecológico e o Núcleo de Agroecologia da Fazenda Experimental da Ressacada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) iniciou-se em abril deste ano e implementou o Projeto Plantio Agroecológico Solidário (PAS). A iniciativa contou com a coordenação das professoras Patrizia Ana Bricarello e Marília Carla de Mello Gaia, ambas do Núcleo de Agroecologia UFSC, e do professor Ilyas Siddique, do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAP/UFSC).

    O projeto foi desenvolvido em uma área de aproximadamente 3,7 mil m² de plantio: 2,5 mil m² é a área coordenada pelo Núcleo de Agroecologia; e 1,2 mil m² é a área de agrofloresta, coordenada pelo LEAP/UFSC. O PAS possui vários parceiros, dentre eles está o LEAP, a Fazenda Experimental da Ressacada (FER), o Viveiro de Mudas da FER, o Setor de Avicultura da FER, o Centro de Ciências Agrárias (CCA/UFSC), o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), o Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (Lecera) e o Sesc Cacupé.

    De abril a dezembro deste ano, o projeto já fez a doação de mais de 2 toneladas de alimentos agroecológicos e biodinâmicos (sem veneno). Mais de mil pessoas receberam doações do PAS, seja em forma de marmitas preparadas pelas cozinhas comunitárias ou os alimentos in natura.

    Campanhas solidárias parceiras no período:
    Campanha Covid-19
    Floripamor
    Casa São José da Serrinha
    Mutirão do Bem Viver
    Coletivo Buva

    Cozinhas comunitárias no período:
    Cozinha Solidária do Ribeirão da Ilha
    Cozinha de Todes
    Templo Hare Krishna (ISKCON)

    Também foram beneficiados com as doações do PAS:
    Estudantes da UFSC (em situação de vulnerabilidade)
    Terceirizados da UFSC (em situação de vulnerabilidade)
    Igreja Batista
    Famílias Haitianas

    Durante o decorrer do projeto ocorreram nove encontros virtuais de formação para o voluntariado. Entre os temos abordados estavam: Agroecologia, Agricultura Biodinâmica, Homeopatia Vegetal, Sistemas Agroflorestais, Veganismo, Agrotóxicos e a Lei Municipal 10.628 de 08/10/19, Adubação Verde, Pastoreio Racional Voisin e “É permitida a presença de agrotóxicos na água que bebemos?”.

    O projeto rendeu ainda frutos acadêmicos, como a apresentação de dois trabalhos científicos em dois eventos (Congreso Latinoamericano de Agroecología, Montevidéu – Uruguai, e 38° Seminário de Extensão Universitária da Região Sul, Universidade Estadual de Londrina), além do início de um projeto de Iniciação Científica sobre a utilização do descarte da lã das ovelhas para cobertura do solo dos canteiros das hortaliças

    Fonte: Site UFSC