Centro de Ciências Agrárias
  • Nota de Pesar: José Ferreira de Macedo

    Publicado em 01/09/2021 às 10:21

     O CCA presta homenagem a José Ferreira de Macedo, importante nome do  agronegócio catarinense. Agrônomo formado pela Universidade Federal de Pelotas, foi o fundador da empresa Macedo Koerich, importante indústria da avicultura catarinense. Possui ainda mestrado e doutorado em Eng. de Produção pela UFSC. Em 1979, foi professor colaborador do CCA, ministrando a disciplina de avicultura para o curso de agronomia. Por conta de sua trajetória no agronegócio, foi homenageado como patrono da turma 2004.2 do curso de agronomia da UFSC.  O Sr. José Macedo faleceu em decorrência de complicações da doença de Parkinson aos 76 anos no dia 30/08/2021.

    Nas palavras do Sr. Luiz Galvão, servidor aposentado do CCA; “José Ferreira de Macedo foi Professor do CCA,contratado em 1977.Pessoa inteligente e muito boa.Nas palavras de José Alberto  Noldin , aluno da primeira turma de Agronomia: “Foi professor de avicultura da nossa turma e tivemos a oportunidade de visitar a empresa dele Frangos Macedo, nas margens da BR 101, em São José!Que Tenha o descanso Eterno!”

     


  • Pró-Reitoria de Pesquisa divulga resultado final do Prêmio Mulheres na Ciência 2021

    Publicado em 26/08/2021 às 9:47

    A Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) divulgou o resultado final do Prêmio Mulheres na Ciência 2021.

    Para a Propesq, a outorga do prêmio simboliza um reconhecimento às mulheres cientistas, que precisam, diariamente, superar a invisibilidade. O relatório da Comissão Julgadora e o resultado final estão disponíveis aqui.

    O Prêmio Mulheres na Ciência 2021 foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica. Segue a lista das pesquisadoras homenageadas:

    Categoria Junior

    Ciência da Vida: Ione Jayce Ceola Schneider (Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá)

    Ciências Humanas: Marília de Nardin Budó (Departamento de Direito, Centro de Ciências Jurídicas)

    Ciências Exatas e da Terra: Christiane Fernandes Horn (Departamento de Química, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas)

    Categoria Plena

    Ciências da Vida: Maria Jose Hotzel (Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, Centro de Ciências Agrárias)

    Ciências Humanas: Daniela Karine Ramos (Departamento de Metodologia de Ensino, Centro de Ciências da Educação)

    Ciências Exatas e da Terra: Lucila Maria de Souza Campos (Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Centro Tecnológico)

    Categoria Sênior

    Ciências da Vida: Ana Lucia Severo Rodrigues (Departamento de Bioquímica, Centro de Ciências Biológicas)

    Ciências Humanas: Cristina Scheibe Wolff (Departamento de História, Centro de Filosofia e Ciências Humanas)

    Ciências Exatas e da Terra: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira (Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, Centro Tecnológico)

    Mais informações na página da premiação.

    Fonte: Site da UFSC

     


  • Nota de Pesar: Janio Scheffer

    Publicado em 18/08/2021 às 14:00

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica, com pesar, o falecimento de Janio Scheffer, servidor técnico-administrativo aposentado da Prefeitura Universitária/Secretaria de Obras, Manutenção e Ambiente (Seoma). Janio faleceu na noite de terça-feira, 17 de agosto, em decorrência de uma parada cardíaca, durante uma cirurgia.

    Janio, que faria 65 anos no dia 30 de agosto, ingressou na UFSC em 1º de setembro de 1980, no cargo de técnico em mecânica. Graduou-se em Administração pela mesma universidade em 1987, foi prefeito do Campus de 1992 a 1996 e coordenador do Núcleo de Manutenção (Numa) de 2003 a 2018, ano em que se aposentou, após mais de 38 anos de serviço na Universidade.

    Em 2019, retornou à UFSC como aluno de Zootecnia.

    Janio será velado nesta quarta-feira, das 16h às 18h no cemitério Jardim da Paz, trevo do bairro João Paulo, em Florianópolis.

    A comunidade universitária expressa suas condolências à família e aos amigos de Janio neste momento de dor.

    Fonte: Site UFSC

    Homenagens: 

    A Comunidade do CCA, professores, TAES, colegas, amigos e demais funcionários e em especial do curso de Zootecnia, se solidarizam com os familiares e amigos do Jânio.

    A Coordenadora do Curso de Zootecnia Milene Puntel Osmari  deixa o seguinte registro; “No curso de Zootecnia Jânio sempre foi muito ativo, empolgado nas discussões, sempre muito cordial e atencioso com todos. Conquistou o carinho e admiração dos colegas e com certeza nos fará uma grande falta. Descanse em paz meu querido e olhe por nós!!”

    Nas palavras do pesquisador técnico-administrativo Voltolini que o conhece desde o início da carreira na UFSC ” É uma enorme tristeza perder um colega e amigo de longa convivência na UFSC… Se dedicou de corpo e alma para fazer sempre o melhor no trabalho…. Mesmo aposentado recentemente, tinha muita vontade, empolgação e energia para novas experiências e aprendizados dentro da UFSC… Descanse em paz meu caro!!”


  • Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agroecologia da UFSC recebe selo de produção orgânica

    Publicado em 13/08/2021 às 14:09

    O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agroecologia da Fazenda Experimental da Ressacada (FER), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), recebeu no início deste mês de agosto o Selo de Produto Orgânico para a criação de ovinos e cultivo de hortaliças (produção primária animal e vegetal). Coordenado pelas professoras Patrizia Ana Bricarello e Marília Carla de Mello Gaia, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, o setor é o primeiro da Universidade a possuir um selo de produção orgânica.

    A certificação representa que o produto é saudável e livre de qualquer agrotóxico ou transgenia. É o reconhecimento de que os produtos (frutas, hortaliças, grãos e lã ovina) provenientes do local são produzidos de acordo com os padrões que asseguram a qualidade e idoneidade, segundo critérios e normas de conformidade preestabelecidos pela legislação vigente. Os produtos são cultivados respeitando o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores rurais envolvidos no processo (estudantes, professores, técnicos e voluntários).

    A professora Patrizia Bricarello ressalta que a importância da certificação para a Universidade, além da garantia da qualidade dos produtos e serviços aos consumidores, está na regulamentação e na formulação de novos processos e tecnologias de produção de grande importância para a manutenção de padrões éticos do movimento orgânico e agroecológico que permeiam a promoção da Saúde Única (saúde humana, animal e ambiental). “Este reconhecimento pode trazer novas oportunidades e experiências para os estudantes de graduação e pós-graduação da área de Ciências Agrárias e afins. Além disso, provavelmente a UFSC será a primeira Universidade brasileira a receber uma certificação orgânica em sua fazenda experimental”, afirma.

    O objetivo do Núcleo é aprofundar as práticas biodinâmicas já realizadas para futuramente receber a certificação de produção  biodinâmica, o Selo Demeter Internacional. Para isso, a unidade agrícola deve seguir os princípios da agricultura biodinâmica, que foi desenvolvida a partir de palestras para agricultores ministradas pelo cientista e filósofo Rudolf Steiner, em 1924, na Polônia. A agricultura biodinâmica é uma abordagem regenerativa e holística para a agricultura, jardinagem e produção e processamento de alimentos e produtos. Conforme explica Patrizia, apresenta padrões mais elevados do que a agricultura orgânica porque olha para o quadro geral e tenta colocar de volta para a natureza mais do que é extraído.

    Processo de certificação orgânica

    O selo de produção orgânica foi concedido via Sistema Participativo de Garantia (SPG), coordenado pela Associação de Agricultura Biodinâmica da Região Sul (ABDSul). O Sistema Participativo de Garantia caracteriza-se pela responsabilidade coletiva dos membros do sistema, que podem ser produtores, consumidores, técnicos e demais interessados. O tempo necessário para a conclusão do processo depende de diversos fatores e varia conforme o ciclo produtivo das atividades e da agência certificadora. Se o estabelecimento já produz conforme as normas orgânicas, como é o caso do Núcleo de Agroecologia (que desde 2014 adota práticas orgânicas), a emissão do certificado que o habilita a utilizar o selo orgânico é relativamente rápida.

    Para receber a certificação de produtor orgânico, a unidade produtiva deve estar em conformidade com a Lei dos Orgânicos (Lei 10.831, de 23 de dezembro de 2003), com o Regimento Interno, o Manual de Procedimentos, as Diretrizes para o padrão da qualidade orgânico e as normas Demeter do SPG da ABDSul. A iniciativa busca estimular entre agricultoras, agricultores e outros interessados o intercâmbio formal de práticas para a produção biodinâmica e para sistemas de produção orgânica. A ABDSul é credenciada pelo MAPA desde novembro de 2016 e conta com diversos grupos de produtores em diferentes estágios em processo de certificação.

    Para a professora Patrizia Bricarello, a agroecologia pode beneficiar muito a Ilha de Santa Catarina, que é “um ecossistema frágil e que necessita ser preservado”. Florianópolis foi o primeiro município brasileiro a banir o uso de agrotóxicos em seu território com a Lei nº 10.628, de 8 de outubro de 2019, que institui e define como Zona Livre de Agrotóxicos a produção agrícola, pecuária, extrativista e as práticas de manejo dos recursos naturais no município. “Já existem diversos movimentos de agricultura urbana em nossa cidade e a certificação do Núcleo de Agroecologia da FER/UFSC demonstra que outra forma de agricultura é possível, em contato constante e respeitoso com a terra, a água, as plantas, os animais e as pessoas”, avalia.

    O Núcleo: equipe e projetos

    O Núcleo de Pesquisa e Extensão em Agroecologia integra a Fazenda Ressacada, localizada no Bairro da Tapera, no Sul da Ilha de Santa Catarina. O setor dispõe de uma área de aproximadamente 5 hectares, representando um protótipo de uma pequena propriedade rural, que compõe a unidade de pesquisa, ensino e extensão em agroecologia.
    Participam dos projetos todos os estudantes, bolsistas e pesquisadores vinculados ao Núcleo. Na graduação, há representantes do curso de Zootecnia (Marceli Carvalho da Silva, Gabriel Paiva e Laura Livia Arias Avilés ) e de Agronomia (Andressa Barbosa, Andrey Luiz Rocha e Juliana Cunha). Os projetos tem também a participação do médico veterinário da Fazenda Ressacada (Thiago M. Pinheiro Machado), com o apoio da equipe técnica da FER, e estudantes da pós-graduação (Edaciano Leandro Losch e Giuliano de Barros).

    O rebanho mantido no local é composto por cerca de 60 ovinos das raças Texel, Crioula Lanada, RomneyMarsh, Ideal e seus cruzamentos. Os animais permanecem durante o dia a pasto em sistema de Pastoreio Racional Voisin (PRV). Diariamente o rebanho é conduzido até o centro de manejo, onde recebe suplementação nutricional e cuidados preventivos. Todos os tratamentos veterinários são realizados com plantas medicinais, medicamentos homeopáticos e fitoterápicos. O bem-estar dos animais é priorizado no Núcleo de Agroecologia.

    Nas áreas de produção vegetal são cultivadas hortaliças, grãos, tubérculos, plantas medicinais e frutíferas, através do consórcio e rotação de culturas, uso de esterco e composto orgânico, homeopatia e preparados biodinâmicos, uso de palhada e adubação verde. Todos os plantios são orientados de acordo com o calendário astronômico biodinâmico, que divide o ano em dias favoráveis e desfavoráveis para os diferentes aspectos do trabalho agrícola. Após a colheita, estes alimentos são doados para famílias em situação de vulnerabilidade social de Florianópolis e região por meio do projeto de extensão do CCA/UFSC: Plantio Agroecológico Solidário.

    Além disso, são realizados trabalhos manuais com a lã orgânica, que envolve todas as etapas de beneficiamento da lã, como a lavagem, cardagem e tecelagem. Também são realizados tingimentos naturais da lã orgânica no projeto de extensão Ovelhas Azuis. O Núcleo também mantém ativo projeto Tecelagem artesanal de lã ovina e vivências em agroecologia para jovens e adultos com deficiência mental, que desenvolve técnicas de artesanato em lã visando à inclusão social dos deficientes mentais, promovendo habilidades artísticas para a confecção de produtos geradores de renda e sustento.

    Outra ação de destaque é o Projeto Fazendinha, iniciativa que atende crianças de escolas públicas e particulares do município de Florianópolis e região, permitindo o contato com a rotina do meio rural e com as vivências direcionadas para um maior entendimento sobre as criações animais e cultivos vegetais, tais como: alimentação e cuidados de animais de fazenda, nascimento de cordeiros e bezerros, tosquia anual, beneficiamento da lã (lavar, cardar e feltrar) e a produção de alimentos da horta, com base agroecológica e respeito à natureza e aos animais. Este projeto, no entanto, está suspenso no momento devido à pandemia de Covid-19.

    Mais informações na página do Núcleo ou no perfil no Instagram.

     

     

     

     

    Maykon Oliveira / Jornalista da Agecom / UFSC
    Fotos: Divulgação

     

    Fonte: Site UFSC


  • UFSC apoia processos de Indicações Geográficas de produtos agropecuários catarinenses

    Publicado em 11/08/2021 às 14:12

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem dado efetivo apoio às recentes Indicações Geográficas obtidas por produtos agropecuários catarinenses. Seja por envolvimento direto de seus laboratórios, como no caso do mel de melato de bracatinga, ou por estudos e pesquisas que servem de subsídio aos processos.

    A recente Indicação Geográfica da maçã Fuji da região de São Joaquim foi obtida dentro de uma estratégia de desenvolvimento territorial que utiliza princípios da metodologia da cesta de bens e serviços territoriais, introduzida no Brasil, pesquisada e divulgada pelo Laboratório de Estudos da Multifuncionalidade Agrícola e do Território (Lemate), vinculado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA).

    imagem mostra maçãs da variedade Fuji sendo processadas para venda

    A maçã Fuji é o quarto produto com Indicação Geográfica da região da Serra Catarinense (Fotos: Antonio Carlos Mafalda)O analista técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina Alan David Claumann, que também é doutorando do Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC, afirma que a Universidade tem atuado em várias frentes em apoio aos processos das IGs. “Uma delas histórica e de incentivo e pesquisas, qualificação das cadeias produtivas ao longo do tempo, em ações não vinculadas às IGs”, afirma ele, citando os vinhos de altitude, o mel de melato de bracatinga e a maçã.

    Outra frente de atuação da Universidade é um envolvimento direto na construção dos dossiês das Indicações Geográficas, em que pesquisadores da UFSC atuaram junto às cadeias produtivas “definindo os critérios para cada produto, buscando informações que subsidiassem o pedido e apoiando técnica e cientificamente a documentação”.

    Além disso, as pesquisas e estudos desenvolvidos na UFSC subsidiaram a iniciativa de busca das IGs. “A construção conjunta dessas três IGs – mel, vinho e maçã – no território da Serra Catarinense se deu dentro de uma estratégia maior de desenvolvimento territorial que foi inspirada e motivada pela metodologia da cesta de bens e serviços territoriais trazida ao Brasil pelo Lemate”, afirma o especialista do Sebrae.

    Cesta de bens

    A cesta de bens e serviços territoriais é um enfoque teórico-metodológico francês que foi introduzido no debate acadêmico brasileiro por intermédio do Lemate, diz o professor Ademir Antonio Cazella, titular do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural e do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas.

    Há cerca de quinze anos o Lemate estuda o enfoque. Em 2006 o professor Cazella traduziu e publicou na revista do programa de pós-graduação um artigo científico do professor Bernard Pecqueur, da Université Grenoble Alpes da França, que foi um dos principais formuladores dessa noção. “Mas a pesquisa propriamente dita sobre a metodologia começamos em 2016, quando articulamos um grupo de pesquisadores interessados no tema”, diz o professor.

    Pomares de macieiras são cultivados em meio à vegetação típica da Serra Catarinense

    Pomares de macieiras ocupam mais de 6,7 mil hectares na região de São Joaquim

    O grupo é coordenado pelo professor Cazella e reúne pesquisadores da UFSC, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Sebrae, de Institutos Federais, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Além da pesquisa sistemática sobre o tema, o grupo faz divulgação desse enfoque em palestras e seminários. “Traduzimos um guia sobre identificação de recursos territoriais que tem sido distribuído para instituições que trabalham com o desenvolvimento rural e começamos a fazer estudos de caso em três territórios de Santa Catarina, um dos quais é a Serra Catarinense”, afirma o professor.

    Articulação

    A abordagem da cesta de bens e serviços territoriais apresenta a ideia de que, em um determinado território – um conjunto de municípios com características socioeconômicas e culturais semelhantes -, atores territoriais se organizem para fazer uma oferta heterogênea e articulada entre eles de produtos e serviços de qualidade territorial, explica o professor. “Essas iniciativas podem não ter nenhuma articulação entre si. A proposta da cesta é que se estabeleçam articulações, que um turista que venha para a região tenha acesso a esses produtos de qualidade. Que canais de comercialização em circuitos curtos ofertem esses produtos e mesmo outros produtos de qualidade que não necessariamente tenham uma indicação geográfica”.

    Um dos componentes importantes dessa metodologia é a chamada governança territorial. “É necessário criar algum mecanismo para fazer esses distintos atores atuarem de forma conjunta. Quem sabe esse seja o principal gargalo dessa metodologia: conseguir essa interação entre esses atores de cadeias produtivas, de áreas diferentes de atuação em um mesmo território”. Outro ponto importante da metodologia é o que os pesquisadores definem como cenário, que leva em conta a história local, a paisagem, a qualidade do meio ambiente e a existência de equipamentos culturais, como museus, trilhas, festas típicas.

    As Indicações Geográficas são uma das formas de compor essas cestas, mas é possível utilizar outros procedimentos de diferenciar os produtos, como as marcas coletivas. “E mesmo as ações que não utilizem o que chamamos de selos de qualidade, mas que valorizem os produtos em circuitos curtos de comercialização com essa ideia de integrar serviços e produtos de qualidade”, afirma o pesquisador da UFSC.

    Maçã Fuji

    A maçã Fuji da região de São Joaquim é a quarta Indicação Geográfica de produtos da Serra Catarinense, e vem somar-se ao queijo serrano, aos vinhos de altitude e ao mel de melato de bracatinga.

    Esteira de empresa com milhares de frutos da maçã Fuji

    Produção da variedade no território da Indicação Geográfica é de 176, 8 mil toneladas

    De acordo com informações divulgadas pelo Sebrae-SC, o certificado concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) reconhece a Maçã Fuji produzida em área delimitada da Região de São Joaquim, que engloba também os municípios Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Painel. O território da Indicação Geográfica possui uma área total de 4.928 km², onde são produzidas cerca de 176, 8 mil toneladas. São 6.719 hectares dedicados aos pomares de macieiras, em 2.104 unidades produtoras, 90% das quais são pequenas propriedades. A comercialização é feita por duas associações, seis cooperativas e 12 empresas.

    A variedade Fuji da maçã foi trazida do Japão na década de 1970 e cultivada inicialmente nas colônias japonesas implantadas na região. Foi introduzida a partir de uma política pública de estímulo à produção de frutas de clima temperado. Graças a um intenso trabalho da Epagri, a maçã Fuji adquiriu com o tempo uma grande importância econômica para a economia local.

    A qualidade da maçã Fuji produzida na região de São Joaquim alcançou reconhecimento nacional e garantiu ao município o título de Capital Brasileira da Maçã. Atualmente, a região possui o maior número de produtores e responde por dois terços da produção nacional desta cultivar, apresentando também a maior produtividade do Brasil.

    O clima e a altitude da região de São Joaquim favorecem a brotação das macieiras

    A altitude acima de 1.100 metros e o clima também garantem uma qualidade diferenciada para a maçã Fuji produzida na região de São Joaquim. Os processos de brotação e florescimento são induzidos pela ocorrência de pelo menos 700 horas de temperaturas abaixo de 7,2°C no inverno.

    Os frutos cultivados na região apresentam maior tamanho e peso, graças a um ciclo vegetativo mais longo – floração antecipada e colheita tardia. A coloração vermelha mais intensa da casca está associada à ocorrência de noites frias nas semanas que antecedem a colheita, amplitude térmica suficiente para a síntese da antocianina. As maçãs Fuji da região também são consideradas mais crocantes e suculentas que as produzidas em outras localidades.

    Luís Carlos Ferrari / Agecom-UFSC

    Fonte: Site UFSC 


  • Professora fala como a nutrição dos animais impacta na longevidade

    Publicado em 06/08/2021 às 14:19

    Diabetes, doenças renais, e até mesmo a capacidade de cognição são aspectos afetados pela alimentação dos bichos de estimação. O grupo de estudos Nutrição em Ação Pet, coordenado pelas professoras do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (CCA/UFSC), Priscila Moraes e Lucélia Hauptli, tem promovido palestras sobre a relação entre nutrição e longevidade dos animais, desde o dia 31 de julho. A professora Priscila destacou, em entrevista para NDTV, que a nutrição auxilia na qualidade de vida e no envelhecimento saudável.

    >Assista na íntegra a reportagem da ND TV

    Além de tratar da alimentação, a professora Priscila também demonstrou como escovar os dentes de cães e gatos que ainda não estão acostumados com essa rotina de higiene. Ela destaca a importância da escovação, que é uma forma de prevenir doenças como infecções bacterianas. Um projeto orientado pela professora foi premiado recentemente pelo desenvolvimento de um biscoito canino que auxilia na manutenção da higiene bucal, utilizando fitogênicos oriundo do extrato de própolis e romã.

    Confira a reportagem sobre os biscoitos caninos

     

    Fonte: Site UFSC

     

     


  • Laboratório de Análises da UFSC garante qualidade dos alimentos oferecidos à população

    Publicado em 05/08/2021 às 12:31

    Contribuir com o controle da qualidade dos alimentos oferecidos à população é, além da formação de recursos humanos, a grande missão do Laboratório de Análises (Labcal), projeto de extensão do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    Com quase 40 anos de história, o Labcal presta serviços à comunidade na realização de ensaios analíticos nas áreas de alimentos em geral, matérias-primas, ingredientes, aditivos, água, bebidas, processos, embalagens, ambiente, manipuladores e alimentos para animais. O trabalho conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A Fapeu realiza toda a gestão dos recursos financeiros do Labcal, presta assessoria jurídica e colabora na gestão dos recursos humanos. A Fapeu é uma parceira muito importante do Labcal desde seu início, nossa parceria seguirá por ainda muitos anos, sempre em evolução e aprimoramento”, destaca a professora Marília Miotto, coordenadora dos trabalhos.

    Coordenados pelos professores Alicia de Francisco de Casas, Evanilda Teixeira, Giustino Tribuzi, Juliano De Dea Lindner e Marília Miotto, os núcleos integrantes do Labcal realizam ensaios de microbiologia, fisíco-química, microscopia, análise sensorial, micotoxinas e contaminantes alimentares, cereais, rotulagem e embalagem. “As análises e os projetos realizados pelo Labcal contribuem com o controle de qualidade dos alimentos e, portanto, com a garantia da segurança de alimentos oferecidos para a população”, ressalta Marília. Além disso, também colabora na formação de alunos de graduação da UFSC e de outras instituições, fornecendo oportunidades de estágio nos diferentes núcleos e no setor de Gestão da Qualidade. Atualmente o Labcal envolve cerca de 30 pessoas, entre professores da UFSC, estagiários, servidores e colaboradores contratados.

    O Labcal mantém parcerias e projetos de pesquisa e extensão em colaboração com diferentes empresas públicas e privadas, além de pesquisadores da UFSC e de outras instituições de ciência e tecnologia. Os núcleos também atendem demandas específicas de diversos setores. “Diferentes empresas públicas e privadas contratam os serviços do laboratório. Atualmente temos contrato, por exemplo, com a Cidasc, através do qual fazemos os ensaios microbiológicos de contagem de Escherichia coli nos moluscos bivalves. Recebemos amostras de todos os cultivos do Estado que fazem parte do programa, atividade esta que nos enche de orgulho”, conta a professora. “Temos também colaborações com a Epagri, Sebrae, colaboração com dezenas de empresas privadas de todos os portes para controle de qualidade dos produtos por elas produzidos e necessários para melhorias de processo, determinação de vida de prateleira ou atendimento aos requisitos dos órgãos de fiscalização e para exportação”, acrescenta.

    O Labcal tem implementado a ISO 17025, que especifica todos os requisitos que os laboratórios de ensaios e calibrações têm de cumprir para obter acreditação e serem reconhecidos no mercado nacional e internacional por sua competência técnica, o que confere capacidade e competência técnica para fornecer resultados confiáveis e válidos. Além disso é acreditado pelo Inmetro na maioria dos ensaios que realiza, e reconhecido junto ao Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento para a análise de alimentos de origem animal e água.

    “A grande confiabilidade e credibilidade do Labcal nos permite realizar dezenas de parcerias todos os anos com o setor produtivo e com órgãos públicos garantindo a manutenção e fortalecimento da nossa estrutura e da formação da nossa equipe técnica e, mais importante, a constante formação de alunos que deixam o Labcal enriquecidos e prontos para o mercado de trabalho nacional e internacional”, destaca a coordenadora.

    Para mais informações, acesse labcal.inffoc.com.br

    Texto: Assessoria Fapeu

    Fonte: Site UFSC


  • Pesquisa da UFSC aponta como biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos em agroflorestas

    Publicado em 05/08/2021 às 12:29

    Um experimento agroflorestal realizado na Fazenda Experimental da Ressacada mostrou como a biodiversidade pode aumentar a produção de alimentos e contribuir com a restauração florestal ainda nos anos iniciais dos sistemas, considerados os mais críticos. O trabalho, realizado pelos professores e estudantes do Laboratório de Ecologia Aplicada (LEAp), resultou no artigo Crop functional diversity drives multiple ecosystem functions during early agroforestry succession, recentemente publicado no Journal of Applied Ecology.

    De acordo com o pesquisador Diego dos Santos, que desenvolveu sua tese no Programa de Pós-graduação em Agroecossistemas da UFSC e também é professor na Universidade Federal da Fronteira Sul, a ideia central do experimento foi investir em consórcios de cultivos com idêntico número de espécies, de diferentes características. “Com isso, a equipe procura entender de que forma a diversidade planejada interage com fatores ambientais e com a biodiversidade associada nos agroecossistemas e como influenciam seu funcionamento e os benefícios para os seres humanos”, explica.

    Pesquisa busca formas eficientes de produzir alimentos saudáveis

    O estudo leva em conta a necessidade de se desenvolverem formas eficientes de produção de alimentos saudáveis e também de redução dos impactos causados pelo homem nos ecossistemas. A agroecologia, a partir de conceitos como o de complementaridade de nichos, seria uma das possibilidades. “Esse é um dos conceitos usados para explicar a relação positiva entre biodiversidade e funcionamento do ecossistema. Isso é possível pois diferentes formas de aquisição de água, luz e nutrientes pelas espécies, no tempo e no espaço, permitem a utilização destes recursos de forma mais completa”, pontua.

    No artigo recentemente publicado, a proposta foi entender as relações entre as plantas cultivadas, as plantas espontâneas e as múltiplas funções do sistema, como a proteção do solo e a produtividade. Neste caso, a supressão das plantas espontâneas, que são as ervas daninhas, foi um processo prioritário avaliado. “Plantas espontâneas podem competir com cultivadas pelos recursos como água, luz, nutrientes nos agroecossistemas e costumam ser eliminadas com herbicidas no contexto da agricultura convencional, por isso a necessidade de buscarmos outras maneiras mais saudáveis de lidar com elas”, contextualiza.

    Diversidade aumenta produtividade

    Diferentes espécies do experimento garantiram mais produtividade

    A busca dos pesquisadores está relacionada ao que se denomina diversidade funcional. Segundo Diego, estudos mais recentes sugerem que a diversidade funcional está diretamente relacionada às funções que diferentes espécies podem ter nos ecossistemas – o que eleva a necessidade de testagem em sistemas agrícolas. “Em outras palavras, se misturarmos plantas com características complementares, protegemos melhor o solo, reduzimos plantas espontâneas e aumentamos a produtividade das culturas, sem uso de agrotóxicos”, sintetiza o pesquisador.

    Na prática, é possível pensar na plantação, ao mesmo tempo, de espécies que crescem em velocidades diferentes e com alturas diferentes, tais como a bananeira, feijão guandu, batata doce. “Enquanto a bananeira demora mais para crescer, o guandu vai ocupando o espaço mais rapidamente, e abaixo deles a batata doce cobre o chão”, ilustra o pesquisador. Neste caso, a batata doce não competiria pelo espaço e pelos recursos com as outras espécies. Ainda, quando a bananeira necessitasse de mais espaço e luz, o guandu poderia ser podado. “Assim, o solo fica sempre coberto e a luz do sol é toda aproveitada, bem como as raízes mais superficiais da batata doce e mais profundas do guandu e banana aproveitam as diferentes profundidades do solo”.

    Os resultados do experimento da UFSC confirmaram a hipótese de que uma maior diversidade contribui para múltiplas funções no ecossistema, como por exemplo a interceptação de luz fotossintética. “A maior interceptação de luz pelas culturas aumentou a produtividade. Além disso, uma maior diversidade funcional aumentou a cobertura do solo pelas culturas e reduziu a cobertura e diversidade funcional das plantas espontâneas”.

    Conforme o pesquisador, outro aspecto interessante de se trabalhar levando em conta as características das plantas é que deixa de ser necessário ficar atrelado necessariamente às espécies – é possível olhar para as suas características. “Em outros locais pode ser que o agricultor não queira ou não tenha bananeira, guandu ou batata doce, mas tenha outras espécies com características semelhantes e podem ser usadas então para formar os próprios consórcios, delineados conforme suas necessidades”.

    Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

    Fonte: Site UFSC


  • UFSC tem papel importante na obtenção da Indicação Geográfica do mel de melato de bracatinga

    Publicado em 30/07/2021 às 14:50

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) teve um papel relevante na obtenção do registro definitivo de Indicação Geográfica (IG) para o mel de melato de bracatinga produzido na região do Planalto Sul Brasileiro. O Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais coordenado pela professora Ana Carolina de Oliveira Costa, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, realizou mais de 1.500 análises para a determinação de marcadores químicos, ou seja, compostos que pudessem diferenciar o mel de melato da bracatinga dos méis florais produzidos na mesma região. As análises foram realizadas no Laboratório de Química de Alimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos, localizado no Centro de Ciências Agrárias (CCA).

    A indicação geográfica do mel de melato da bracatinga do Planalto Sul Brasileiro, na categoria de Denominação de Origem, foi concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) no dia 20 de julho. Com o registro, somente este território que abrange áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná poderá denominar no mercado este produto como mel de melato da bracatinga do Planalto Sul brasileiro, protegendo o produto e garantindo mercado exclusivo para os apicultores desta região. A Denominação de Origem considera as características geográficas (naturais e humanas) da região e determina a singularidade e qualidade de um determinado produto.

    A Universidade envolveu-se no processo de registro devido ao seu pioneirismo nos estudos direcionados ao mel de melato de bracatinga de Santa Catarina. “Estudamos o mel de melato de bracatinga desde 2014, sendo que todos os estudos que tratam da caracterização de compostos químicos e propriedades bioativas do mel de melato de bracatinga de Santa Catarina foram publicados pelo Grupo de Pesquisa em Antioxidantes Naturais”, diz a professora Ana Carolina de Oliveira Costa, coordenadora do grupo. 

    Por meio da pesquisa de vários mestrados e doutorados, o grupo descobriu diversas características do mel de melato de bracatinga que o diferenciam dos méis florais e dos méis de abelhas sem ferrão. “Ao longo do tempo, nossos estudos evidenciaram as características únicas do mel de melato de bracatinga e propriedades muitas vezes superiores quando comparados aos méis florais, com o apoio dos apicultores e de órgãos ligados ao setor”, diz a pesquisadora.

    Efeitos benéficos

    O pedido de registro de Indicação Geográfica partiu da Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc), em parceria com as federações de apicultores do Rio Grande do Sul (Fargs) e do Paraná (Fepa). O processo teve grande participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    Mel de melato de bracatinga é mais escuro que o mel floral

    As análises conduzidas pelo grupo de pesquisa da UFSC determinaram que o mel de melato de bracatinga apresenta maiores quantidades de oligossacarídeos, substâncias que atuam como fibras no nosso organismo; minerais, nutrientes essenciais para o equilíbrio metabólico; além de menores quantidades de glicose e frutose, quando comparados aos méis florais.

    “Os efeitos benéficos atribuídos ao mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil incluem especialmente ação anti-inflamatória e antioxidante, avaliados por meio de estudos in vitro. Essas propriedades estão fortemente vinculadas à presença de compostos bioativos neste mel, tais como substâncias fenólicas, minerais, aminoácidos, entre outros”.

    “Vale destacar que estudos pioneiros com mel de melato de bracatinga na região demarcada demonstraram que este possui ainda características diferenciadas quando comparado aos méis florais e de melato de outras regiões geográficas e/ou botânicas, com destaque para maior concentração dos aminoácidos livres serina, prolina, asparagina, ácido aspártico e ácido glutâmico; mineral potássio, bem como compostos fenólicos, com ênfase para os ácidos benzoico, salicílico, 3,4-dihidroxibenzoico, p-cumárico, além de luteolina e rutina”, afirma a professora Ana Carolina no texto preparado para divulgação da obtenção de registro da Indicação Geográfica.

    Matéria-prima

    O mel de melato é um produto natural das abelhas, porém não provém do néctar das flores, mas a partir das excreções de insetos sugadores de partes vivas das plantas. A bracatinga (Mimosa scabrella Bentham) é uma espécie arbórea nativa do Brasil com presença predominante na região Sul. Os bracatingais são infestados por cochonilhas (Tachardiella sp. ou Stigmacoccus paranaensis Foldi) que se fixam no tronco das árvores e se alimentam da seiva elaborada, excretando um líquido adocicado rico em carboidratos. Este líquido fica depositado nas partes externas da planta, é utilizado como matéria-prima pelas abelhas da espécie Apis mellifera e, a partir dessa associação, é elaborado o mel de melato de bracatinga.

    A produção do mel de melato da bracatinga no Sul do Brasil se dá comumente entre os meses de dezembro a junho, o que corresponde aos períodos de maior escassez de néctar e pólen. Entretanto, ocorre predominantemente a cada dois anos (anos pares), geralmente no primeiro semestre. Nos anos ímpares ela ocorre em menor quantidade, o que, contudo, às vezes permite produção de pequenas quantidades de mel de melato.

    A Indicação Geográfica do mel de melato da bracatinga abrange uma região de 134 municípios, sendo 107 no estado de Santa Catarina, 15 do Rio Grande do Sul e 12 do Paraná. Segundo a Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc), são 1.350 apicultores (1.108 em SC, 66 no PR, e 26 no RS), com aproximadamente 120.000 colmeias rastreadas, cadastradas, que produzem aproximadamente 500 toneladas do mel de melato de bracatinga por safra, que ocorre a cada dois anos. Em 2017, o mel de melato da bracatinga catarinense foi reconhecido como o melhor do mundo no 45° Congresso Internacional de Apicultura, em Istambul, na Turquia.

     

    João Mesquita, estagiário, e Luís Carlos Ferrari

    Fonte: Site UFSC em 27/07/2021 14:25


  • Projeto sobre cooperativismo envolve pesquisa virtual sobre a percepção dos consumidores brasileiros de produtos isentos de glúten

    Publicado em 07/07/2021 às 15:13

    Uma equipe de docentes e estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando uma pesquisa virtual, para entender a percepção do consumidor brasileiro de produtos isentos de glúten sobre os alimentos, com foco em biscoitos, que são destinados a este público e que são comercializados no mercado nacional.

     

    Este levantamento está sendo feito durante o Trabalho de Conclusão de Curso da estudante de Graduação Carolina dos Passos Teixeira, do curso de Ciência e Tecnologia de Alimentos, sob a orientação da Professora Dra. Maria Manuela Camino Feltes, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos (CAL) da UFSC.

     

    A equipe tem a participação da Professora Dra. Ana Paula Gines Geraldo, do Departamento de Nutrição, e da Dra. Jaqueline Oliveira de Moraes, pesquisadora do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos. As estudantes Maria Luiza Tonetto Silva, do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos, e Elizabeth Patrício Arantes, do curso de Graduação em Engenharia de Alimentos, também integram a equipe.

     

    Neste estudo, serão avaliados aspectos relacionados aos hábitos e às demandas de consumo, de compra e de preparo de alimentos sem glúten, com foco em biscoitos.

     

    Para tanto, a equipe elaborou um questionário sobre este assunto, com perguntas de múltipla escolha.

     

    Este TCC faz parte de um projeto de pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico coordenado pela Professora Maria Manuela, financiado pelo CNPq e pelo SESCOOP.

     

    Se você tem restrição ao glúten ou segue uma dieta isenta de glúten por opção, basta clicar neste link, para responder a pesquisa: https://forms.gle/Z9VkaWo57ADcRZJj9